Nos últimos tempos tem sucedido que a volta mais rápida é obtida na derradeira volta da corrida, como foi o caso de Kovalainen em Shakir. É um facto curioso, que tem, obviamente, explicação. Por isso, fomos saber junto de Luis Vasconcelos o motivo:
“No final da corrida de Shakir, a maior parte dos engenheiros com quem falei mostrou-se perplexa pela prestação dos pneus duros, utilizados pela maioria dos pilotos apenas na fase final da corrida. Em teoria os pneus macios deveriam ser mais rápidos e como tinham mostrado boa durabilidade nos treinos, acabaram por ser usados nas duas primeiras “etapas” de cada Grande Prémio, ficando os pneus duros para as últimas voltas, por não serem, teoricamente, tão rápidos.”
“Apenas cinco pilotos arrancaram com pneus duros e destes só Rosberg arrancava entre os dez primeiros, pois a Williams tinha grandes dificuldades em fazer os pneus funcionar. Mas a verdade é que a generalidade das equipas se enganou e não foram poucos os pilotos a lamentar, no final da corrida, não terem utilizados pneus duros desde o primeiro reabastecimento, pois estes eram claramente mais rápidos que os macios. Heidfeld (0,233s), Kubica (0,228s), Webber (0,398s), Trulli (0,383s) e Kovalainen (0,797s) foram, entre os oito primeiros, bons exemplos disso, enquanto os dois pilotos da Ferrari estavam já em gestão da sua vantagem e Rosberg tinha pneus macios.”
“O aumento da aderência do asfalto durante a corrida, bem como a descida de temperatura terão contribuído para esse fenómeno, mostrando que mesmo as melhores equipas do mundo também erram.”
Luis Vasconcelos











