Desde 2008 que a história do Dacia Sandero tem sido escrita. E quem viu os capítulos iniciais, não podia esperar um upgrade tão vincado como o desta terceira geração. O Sandero mudou (para melhor) em quase tudo e já longe vão os tempos em que James May falava do Sandero e provocava gargalhada geral. A apreciada filosofia pragmática da marca romena, dá agora lugar a uma relação qualidade / preço que faz qualquer pessoa que queira comprar um carro deste segmento ter este modelo em conta.
A nova geração (na estrada desde 2020) apresenta argumentos de peso, uma imagem revista, mais fresca e muito mais apelativa, com bons níveis de equipamento e uma qualidade de construção que faz esquecer os primeiros modelos. O Sandero tem crescido bem. Já tinha dito anteriormente que não era muito fã da marca, mas que o ensaio do Duster me fez mudar de ideias. O Sandero surgiu logo a seguir e manteve a bitola, que já era alta. A questão do preço é sempre de ter em conta e é aqui o grande ponto forte. Mas tendo em conta que a base do modelo é a plataforma CMF-B, que podemos encontrar no Clio V e no Captur II, podemos esperar um upgrade tremendo face à geração anterior.
A versão testada neste ensaio, a Stepway apresenta uma pinta mais aventureira de um Crossover. Não se iluda e pense que consegue grandes proezas de offroad, mas o Stepway demonstrou-se surpreendentemente eficaz em estradas mais acidentadas e caminhos menos confortáveis. O carro surpreendeu pela positiva e acabou por ser um divertido companheiro nos poucos dias de ensaio.











