Carlos Sainz e Luis Moya venceram o Rali Histórico das Astúrias, ao volante de um Ford Puma Rally1, com Rui Madeira e Paula Madeira a terminarem em terceiro num Mitsubishi Lancer Evo X R4. O espanhol assumiu a liderança após o abandono de Sébastien Loeb, na oitava especial, e concluiu a prova com 1m03,6s de vantagem sobre François Delecour e Fabrice Gordon, em Peugeot 306 Maxi.
Treze anos depois da sua última participação em ralis, no RallyLegend de 2013, Sainz regressou às classificativas numa prova organizada em sua homenagem. Acompanhado por Luis Moya, com quem conquistou dois títulos mundiais, terminou com o tempo de 1h08m16,0s. Rui Madeira, antigo campeão do mundo de Grupo N (1995), ficou a 3m22,5s dos vencedores.
Loeb lidera até ser travado pela embraiagem
Sébastien Loeb começou por ser o mais rápido na sessão de testes e confirmou esse ritmo na primeira especial, Rey Silo, disputada na sexta-feira, 30 de outubro. O francês colocou o Peugeot 306 Maxi na frente, com cinco segundos de vantagem sobre Sainz e sete sobre Delecour.
A abertura da prova ficou também marcada pelo abandono de Simon Jean-Joseph. O piloto, acompanhado por Julie Amblard num Subaru Impreza de Grupo A, foi obrigado a desistir logo na primeira classificativa.
Loeb voltou a vencer em Puerta de Occidente, desta vez com diferenças maiores. Delecour foi segundo, à frente de Sainz, garantindo os dois primeiros tempos para os Peugeot 306 Maxi. Ao fim de duas especiais, o nove vezes campeão do mundo tinha perto de 20 segundos de vantagem sobre os dois adversários.
Na passagem noturna por Rey Silo, Loeb melhorou ligeiramente o registo obtido durante o dia e aumentou a distância para os perseguidores. Sainz fez o segundo tempo e ganhou margem sobre Delecour. A quarta especial, prevista para essa noite, foi anulada.
Sainz respondeu na manhã de sábado, com o melhor tempo em Agones, o seu primeiro ao volante do Puma Rally1. Loeb foi segundo e manteve uma vantagem confortável na classificação, enquanto Delecour perdeu terreno para o espanhol.
O francês recuperou o primeiro lugar na tabela de tempos em Pravia, sem alterações nas três primeiras posições da geral. Delecour tinha conseguido continuar em prova graças à ajuda da equipa de Loeb, que lhe forneceu uma barra estabilizadora de que não dispunha entre as peças sobresselentes.
Em Salas, Sainz voltou a ser o mais rápido, por apenas um décimo de segundo, mas Loeb continuava com uma vantagem ampla quando faltavam três classificativas. Delecour fez o terceiro tempo, a cerca de um segundo por quilómetro do vencedor da especial.
O desfecho alterou-se no início da segunda passagem por Agones. Uma avaria na embraiagem do Peugeot 306 Maxi obrigou Loeb a abandonar, deixando Sainz na liderança, com cerca de 40 segundos sobre Delecour. Rui Madeira subiu então ao terceiro lugar.
Sem Loeb em prova, Sainz venceu também a segunda passagem por Pravia e manteve-se na frente até ao final. Delecour e Gordon, que conquistaram esta época o título europeu de históricos, asseguraram o segundo lugar, à frente da dupla portuguesa.
Genesca sobe a quarto na última especial
Arnaud Genesca e Valentin Augé terminaram em quarto, com um Subaru Legacy 4WD Turbo, a 4m49,7s dos vencedores. A dupla tinha chegado ao sexto lugar na quinta especial e manteve-se nessa posição durante parte da prova. O abandono de Loeb permitiu-lhe subir a quinto, antes de a desistência de Jesús Manuel Ferreiro Pérez, na última classificativa, lhe dar mais um lugar.
Genesca voltou a figurar entre os seis mais rápidos em Salas, imediatamente atrás de Rui Madeira, antes das alterações que definiram a classificação final.
Antonio Borra e Alejandro Fernández Areces completaram os cinco primeiros, num BMW E30, a 5m45,7s de Sainz. Celso Foncueva e David de la Puente foram sextos, com um BMW M3 E30, seguidos de Gustavo Trelles e Jorge del Buono, num Subaru Impreza 555.
«Ordigles» e Jorge Miranda terminaram em oitavo, num Ford Escort MK2, à frente de Antonio Sainz e Víctor Ferrero, em Subaru Impreza 555. José Luis Fernández Ledo e David García Lorenzo fecharam os dez primeiros, com um Škoda Fabia IV N5.
Mais do que os resultados, o encontro entre Carlos Sainz, Sébastien Loeb, François Delecour e Rui Madeira, entre otros, permitiu aos adeptos voltar a ver nas classificativas alguns dos nomes que marcaram diferentes gerações dos ralis. A presença destes pilotos mantém a ligação ao público e faz recordar os anos em que disputavam os principais títulos da modalidade.
FOTO Instagram/Simon Jean Joseph












