Josh McErlean passou por Portugal para disputar o Rali 6 Cidades Norte de Portugal ao volante de um Ford Fiesta Rally2 equipado com o novo kit de desenvolvimento, num programa da M-Sport destinado a preparar a próxima geração de carros do Campeonato do Mundo de Ralis.
O piloto, habitualmente ao volante de um Ford Puma Rally1, descreve a experiência como um regresso temporário a um patamar inferior, mas considera-a uma oportunidade importante para acumular quilómetros e perceber o comportamento da nova máquina.
“É obviamente bastante diferente de um Rally1. Estamos aqui para trabalhar no desenvolvimento, por isso é bom perceber como é o carro. Nunca tinha conduzido o Fiesta Rally2, pelo que é bom poder fazer algumas comparações. Vamos ver o que o futuro nos reserva”, afirmou McErlean ao AutoSport.

O piloto de 27 anos, que compete no WRC com o navegador compatriota Eoin Treacy, explica que a diferença face ao carro com que disputou a época de 2026 é evidente.
“Já esperávamos um grande passo atrás. Acho que todos têm perfeita consciência disso, por isso, daqui para a frente, vamos tentar tirar o melhor partido daquilo que temos, perceber como o carro se comporta e avançar passo a passo”, disse.
Primeiro contacto limitado
McErlean conduziu o Fiesta Rally2 com o Kit WRC pela primeira vez no shakedown do rali. Não houve qualquer teste prévio e a equipa percorreu apenas 14 quilómetros, num piso muito degradado, depois da passagem dos participantes da fase de qualificação: “É um bom carro. Foi a primeira vez que o conduzi.
Não fizemos qualquer teste, por isso só percorremos 14 quilómetros com ele, num shakedown em que o piso estava muito degradado, uma vez que os participantes da fase de qualificação tinham passado antes de nós”, explicou o irlandês.
Apesar do contacto reduzido, McErlean não excluiu o potencial do projeto. “É difícil ter uma perceção verdadeiramente representativa daquilo que temos pela frente, mas tenho a certeza de que, nos próximos tempos, ficaremos com uma ideia mais clara”, acrescentou. Questionado sobre se vê potencial apesar da fase inicial, respondeu: “Sim, claro, há sempre potencial a desenvolver num carro novo. Ainda estamos numa fase inicial, mas há potencial em tudo.”
Objetivo foi testar, não competir
O irlandês deixou claro que a participação não teve como prioridade a procura de um resultado desportivo. A equipa experimentou soluções ao longo do fim de semana e recolheu informação sobre o funcionamento do carro: “Estivemos aqui para trabalhar no desenvolvimento, por isso tivemos de experimentar muitas coisas. Além disso, fomos os primeiros na estrada durante todo o rali, e sabemos o que isso significa por vezes em Portugal. Portanto, trata-se de desfrutar da experiência. É obviamente um grande privilégio ter sido convidado para fazer este trabalho”, afirmou.
McErlean sublinhou ainda que aproveita qualquer oportunidade para conduzir. “Sempre que surge a oportunidade de conduzir e acumular quilómetros em qualquer tipo de carro de ralis, aproveitamo-la. Por isso, também estamos aqui para desfrutar e, como disse, ver o que o futuro nos reserva.” O piloto destacou a qualidade dos troços portugueses, com especial referência a Fafe. “Estas classificativas estão entre as melhores do mundo, sobretudo as de Fafe, tal como as conhecemos. Poder disputar estas classificativas duas vezes no mesmo ano é obviamente muito bom”, disse.

No domingo, McErlean gostou de ter encontrado troços diferentes: “Foi bom andar em algumas classificativas novas, nomeadamente Santa Quitéria, muito técnica e exigente, desfrutámos bastante.”
Primeira apresentação pública do kit
A presença em Portugal permite à M-Sport mostrar publicamente o kit Rally2 aplicado ao Fiesta. McErlean considerou a escolha adequada, tendo em conta o ambiente à volta do rali: “Há tanta gente aqui, tantos adeptos. Sabemos que, em Portugal, existe uma enorme paixão pelos ralis, pelo que é bom trazer aqui o kit Rally2 para aquela que podemos considerar a sua primeira apresentação pública”, afirmou.
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