Poucos dias após a prova realizada em Austin, no Texas, o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 ruma ao México para a décima nona ronda da temporada de 2026. O Autódromo Hermanos Rodríguez acolhe o Grande Prémio da Cidade do México, uma etapa marcada pelos desafios técnicos impostos pela elevada altitude do circuito.
Devido à baixa densidade do ar, a geração de carga aerodinâmica torna-se mais difícil. As equipas utilizam configurações de asas semelhantes às de pistas de alta carga, como o Mónaco, mas alcançam apenas níveis comparáveis a circuitos de alta velocidade e baixa carga, como Monza.
Esta condição, aliada à suavidade do piso, faz com que os monolugares deslizem com maior facilidade, aumentando o desgaste nos pneus dianteiros, enquanto o arrefecimento das unidades motrizes e dos travões se torna mais complexo.
Antonelli à porta do título de pilotos
Kimi Antonelli chega à Cidade do México na liderança isolada e com a possibilidade de assegurar matematicamente o seu primeiro Campeonato de Pilotos. O piloto italiano dispõe de uma vantagem de 123 pontos sobre o seu colega de equipa na Mercedes, George Russell.
Para garantir o ceptro mundial e tornar-se no mais jovem campeão da história da modalidade, Antonelli precisa apenas de somar dois pontos, bastando-lhe um nono lugar, independentemente dos resultados dos adversários.
Caso não pontue, o título continuará a ser seu se nem Russell nem Lewis Hamilton vencerem a corrida.
A luta pelas restantes posições do pódio permanece acesa e equilibrada. George Russell ocupa o segundo posto com 242 pontos, seguido de perto por Lewis Hamilton, terceiro com 241 pontos. Max Verstappen é quarto classificado com 236 pontos e Charles Leclerc segue na quinta posição com 233 pontos, existindo apenas uma margem de nove pontos a separar estes quatro pilotos.
Domínio da Mercedes nos Construtores
No campeonato de balanço coletivo, a Mercedes comanda a tabela dos construtores com 607 pontos, enquanto a Ferrari ocupa o segundo lugar com 474 pontos. A Red Bull Racing subiu ao terceiro posto com 355 pontos, em igualdade pontual com a McLaren, mas ficando à frente no critério de desempate devido aos resultados anteriores.
O fim de semana fica também marcado pela marca histórica de Sergio Pérez, com o piloto da casa a alinhar para o seu 300º Grande Prémio na categoria. O mexicano, natural de Guadalajara, estreou-se em 2011 no Grande Prémio da Austrália com a Sauber e conta com passagens pela McLaren, Force India, Racing Point e Red Bull Racing, competindo atualmente pela Cadillac.










