A Fórmula 1 regressa ao Circuito Internacional de Sepang nove anos depois da última corrida disputada na Malásia. O traçado acolhe, de 2 a 4 de outubro, o Grande Prémio do Bahrein, que não se realizou na data inicialmente prevista para abril e foi transferido para o circuito malaio.
História do circuito
A próxima prova será a 20.ª corrida de Fórmula 1 realizada em Sepang, que integrou o calendário entre 1999 (primeira corrida, com vitória de Eddie Irvine, pela Ferrari) e 2017. Sebastian Vettel é o piloto com mais vitórias no circuito, com quatro, à frente de Michael Schumacher e Fernando Alonso, ambos com três. A Ferrari é a equipa com mais triunfos (7), à frente da Red Bull (5), Renault e McLaren (2). Schumacher e Lewis Hamilton partilham o recorde de pole positions, com cinco cada um, enquanto a Ferrari lidera entre os construtores, com sete poles, com a Mercedes a conseguir 4. Lewis Hamilton é o piloto com mais pódios (6), a frente de Schumacher, Alonso e Vettel (5)
O último triunfo em Sepang sorriu a Max Verstappen (2017) e a última pole foi de Lewis Hamilton. O britânico poderá dar continuidade a uma série de quatro poles consecutivas. De 2012 a 2017 apenas por uma vez Hamilton não conquistou a pole. No entanto, nesse mesmo período apenas venceu uma vez (2014). A pole é o lugar privilegiado para começar a prova e por nove vezes (47,37%) a pole permitiu chegar ao triunfo.

Incógnitas no regresso
O regresso coloca equipas e pilotos perante uma combinação pouco habitual: um circuito conhecido da história da modalidade, mas sem dados de corrida diretamente comparáveis aos dos carros atuais. A primeira resposta sobre pneus, ritmo e estratégia surgirá nos treinos de sexta-feira. A última corrida de Fórmula 1 em Sepang realizou-se em 2017. Desde então, os carros e os pneus mudaram, pelo que as referências dessa edição terão utilidade limitada para definir a afinação e prever o comportamento dos compostos no próximo fim de semana.
Os treinos de sexta-feira servirão, não só para encontrar o equilíbrio dos monolugares, mas também para avaliar o desgaste dos pneus e comparar estratégias de uma ou duas paragens. Para muitos pilotos, será ainda o primeiro contacto com Sepang fora do simulador.
O tempo poderá acrescentar outra variável. Calor, humidade e aguaceiros intensos marcaram anteriores visitas da Fórmula 1 à Malásia, e a possibilidade de trovoadas exige que as equipas estejam preparadas para mudanças rápidas das condições de pista. A meteorologia aponta para uma elevada probabilidade de chuva, pelo que se espera um fim de semana caótico.
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— Formula 1 (@F1) September 28, 2026
Pneus e estratégia
Com 5,543 quilómetros, Sepang combina longas retas com curvas rápidas, sobretudo no setor intermédio. Para esta prova, a Pirelli escolheu os compostos C2, C3 e C4, identificados, respetivamente, como duros, médios e macios. A seleção abre mais possibilidades estratégicas do que uma escolha de três compostos mais duros.
A gestão da temperatura dos pneus será uma das principais tarefas das equipas. O asfalto relativamente abrasivo, aliado ao calor esperado, poderá acelerar a degradação térmica em ambos os eixos. A aderência também deverá evoluir ao longo do fim de semana, tornando os dados recolhidos nos treinos particularmente importantes. Os pneus intermédios e de chuva podem ganhar um protagonismo que ainda não tiveram esta época.
Sepang passou por intervenções no piso desde a última visita da Fórmula 1. O setor entre as curvas 6 e 12 foi reasfaltado em 2023, houve trabalhos junto à curva 9 e, no início de setembro, realizaram-se operações de nivelamento e limpeza. Ainda assim, as características gerais do asfalto mantêm-se próximas das observadas em 2017.
Horários
Sexta-Feira
- TL1 – 05:30
- TL2 – 09:00
Sábado
- TL3 – 05:30
- Qualificação – 09:00
Domingo
- Corrida – 08:00










