Os três campeonatos do Supercars Endurance ( Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Campeonato de España de Supercars ) chegaram à pausa de verão de 2026 após três etapas disputadas, com uma temporada marcada pelo crescimento da adesão do público, por grelhas entre as maiores da Europa em GT4 e por uma internacionalização crescente.
A forte adesão do público tem sido uma das imagens de marca da temporada. Nos três campeonatos, milhares de espetadores têm marcado presença nos eventos, independentemente das características de cada circuito. No Algarve, tradicionalmente um traçado onde é mais difícil mobilizar grandes assistências devido à localização, registou-se uma afluência de cerca de cinco mil pessoas ao longo do fim de semana, com mais de mil adeptos a visitarem o pit-lane, onde puderam conhecer de perto os carros e conversar com pilotos e equipas. No Circuito de Jarama, em Madrid, confirmou-se a forte tradição do automobilismo espanhol, com cerca de 20 mil espetadores a passarem pelo circuito durante o fim de semana do Jarama Classic. Já em Vila Real, o traçado urbano voltou a reunir uma multidão, com mais de 100 mil pessoas a ocuparem as ruas da cidade ao longo dos três dias de prova, reforçando o estatuto do evento transmontano como um dos maiores eventos desportivos realizados em Portugal.

Novo formato agradou
Uma das novidades da temporada foi a distribuição das duas corridas por sábado e domingo, em vez de ambas se realizarem ao domingo como acontecia até 2025, medida conjugada com a separação das grelhas de GT4 e GTC/Turismos. Esta alteração permite valorizar individualmente cada corrida e respetivos vencedores, ao mesmo tempo que dá às equipas mais tempo para analisar dados, corrigir problemas e preparar a segunda prova entre as duas provas. A mudança trouxe ainda benefícios para o público e para os meios de comunicação, já que, com transmissão televisiva nos dois dias, o campeonato ganhou maior exposição.

Competitividade crescente
Na categoria GT4 Pro-Bronze, a diversidade de vencedores tem sido notória: em seis corridas já disputadas, três duplas diferentes conquistaram vitórias na divisão — José Carlos Pires e Francisco Abreu (Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal), Nuno Afonso e Alexandre Areia (Gianfranco Motorsport) e Nuno Pires e Orlando Batina (Batina Racing), todos ao volante de Toyota GR Supra GT4 EVO2. A competitividade não se limita, porém, aos vencedores, com duplas como Himar Acosta e Kyam Potez, Guillermo Aso e Mario Pinazo, e Alfonso Colomina e Lluis Mas — em Mercedes-AMG GT4 e McLaren Artura GT4 — a demonstrarem também capacidade para lutar pelos lugares da frente. Este equilíbrio deixa em aberto as decisões dos títulos de GT4 Pro-Bronze nos três campeonatos, com várias duplas separadas por diferenças reduzidas.
O nível de competitividade tem-se revelado extremamente elevado em todas as divisões. Ao longo das seis corridas já disputadas — duas no Algarve, duas em Jarama e duas em Vila Real —, apenas Francisco Mora e Rodrigo Almeida, em Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal, conseguiram repetir uma vitória absoluta. Todos os restantes triunfos foram repartidos por diferentes duplas, entre as quais Nuno Afonso e Alexandre Areia, Luís Aguiar e Rafael Rajani, Tomás Teixeira e César Machado, e Hendrik Still e Carlos Vieira, confirmando a existência de diversos candidatos capazes de vencer em cada fim de semana.

Um palco cada vez mais internacional
A internacionalização do campeonato constitui outra das tendências mais evidentes da temporada. Além das equipas e pilotos portugueses e espanhóis, o Supercars Endurance conta atualmente com participantes provenientes de dezasseis países diferentes, entre os quais Alemanha, Andorra, Austrália, Brasil, Colômbia, Dinamarca, Eslovénia, França, Ilhas Maurícias, Líbano, Lituânia, Moçambique, Países Baixos, Reino Unido, Roménia, Suécia, Suíça e Uruguai. Diversas equipas utilizam já o campeonato como parte dos seus programas de formação de pilotos, enquanto jovens de diferentes países encontram nele uma oportunidade para iniciar o percurso nos GT4, consolidando a projeção da competição ibérica como uma das principais referências europeias no panorama dos GT.








