E no final, Pascal Wehrlein fez a festa! O piloto da Porsche conquistou o segundo título mundial, após uma derradeira corrida atribulada, caótica (como esperado) e com um antigo colega de equipa a dificultar-lhe a vida.
Wehrlein esteve em luta com António Félix da Costa, com o português a ter a missão de levar a Jaguar ao título de equipas. O português ficou com trabalho sujo de ir ao encalço do ex-colega de equipa da Porsche e de o tentar travar, o que fez de forma exímia, de tal maneira que a certo ponto, Wehrlein podia perder o título. O alemão, que tem a fama e o proveito de não granjear grandes amizades no paddock da Fórmula E, viu-se envolvido em lutas duras, especialmente para quem tem de lutar pelo título que, a certo ponto, parecia uma inevitabilidade, mas que por pouco lhe escapava por entre os dedos.
No final da corrida acusou Félix da Costa de ser um “mau perdedor” de ter feito a corrida “mais antidesportiva que vi na minha carreira” e deixando no ar a ameaça de que não ia “esquecer o que aconteceu”.
Na entrevista final, o alemão manteve o discurso dizendo que as amizades no pelotão se fizeram sentir e que a certo ponto era ele contra todos:
“Se fosse uma corrida com toda a gente a tentar dar o seu melhor sem recorrer a táticas desleais entre amigos, teria sido uma corrida fácil, mas não foi esse o caso. Por isso, foi quase toda a gente contra mim e não houve problema. Conseguimos mesmo assim e um grande obrigado à equipa e hoje sabe bem. Vai ser saber ainda melhor com o tempo.”
Foi uma corrida dura para Wehrlein que ainda assim conseguiu o título. O alemão esqueceu-se que AFC estava a lutar pelo título de equipas, que Nico Mueller usou as mesmas táticas na corrida de ontem e hoje e fez ameaças desnecessárias. No entanto, festejou o merecido segundo título, apenas o segundo a conseguir fazê-lo, após Jean-Éric Vergne. Termina assim a GEN 3 em grande.








