2026 está a ser um ano negativo para a Williams, que continua à procura do rumo do sucesso. 2025 indicava que a equipa já tinha passado o Cabo das Tromentas e que a navegação seria muito menos exigente, mas a verdade é que 2026 trouxe novos desafios, revelando um grau de impreparação da estrutura que, a certos níveis, se tornou assustadora. De tal foma que a equipa já olha especificamente para 2027, sem se focar muito na temporada atual.
Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, Vowles confirmou essa mudança de estratégia: “Muitas mudanças para o próximo ano. O próximo ano já está a ser trabalhado, porque é a coisa certa a fazer neste momento. Há alguns elementos do carro deste ano que não vamos conseguir resolver como gostaia. Este ano é sobre um par de características de comportamento realmente desagradáveis no carro, encontrá-las e corrigi-las para criar a plataforma certa para o futuro. Com isso virá o desempenho, mas é mesmo sobre esse foco de acertar alguns dos aspetos básicos para apresentar um futuro forte.”
Apesar da situação atual, Vowles mantém-se firme na convicção de que o futuro será positivo depois deste contratempo: “Muito do que estamos a fazer agora está direcionalmente correto. Mesmo que nem tudo se traduza imediatamente em desempenho do carro, com o que estamos a fazer para reconstruir sistemas e estruturas, e a focar-nos em algumas novas formas de trabalhar que vão ser bastante interessantes, tudo vai correr bem, A nossa jornada é um regresso à frente. Isto não vai ser trabalho de seis meses ou de um ano, mas estou aqui para isso. Temos algumas coisas realmente boas a caminho.”
A perspetiva de um “carro novo” no horizonte oferece esperança, mas, a julgar pelos comentários de Alex Albon, quem espera grandes melhorias de desempenho deve moderar as expectativas: “Sabemos as fraquezas do carro, sabemos as direções. Penso que, como equipa, este ano, o trabalho que está a ser feito na fábrica é o maior esforço que já vi da equipa para realmente combater estes problemas genéticos de ADN que esta equipa tem. Penso que estamos a fazer exatamente as coisas certas para voltar ao caminho certo. É uma pena estarmos aqui, em primeiro lugar, mas acredito que estamos a fazer a coisa certa.”
Questionado sobre se a atualização de Baku resolveria os problemas, Albon foi cético: “Se vai ser resolvido em Baku? Duvido. Essa atualização foi planeada há já bastante tempo. Muito daquilo em que estamos, infelizmente, a apostar é no carro do próximo ano. É garantir que o carro do próximo ano não tem estas características!”
Assim, 2026 era suposto ser o primeiro ano de uma nova Williams. No entanto, transformou-se em mais uma etapa de crescimento doloroso.
Foto: MPSA









