A lenda da Fórmula 1 Emerson Fittipaldi deixou um conselho a George Russell para a segunda metade da temporada, se quiser alcançar Kimi Antonelli, que lhe leva 59 pontos de vantagem após 11 Grandes Prémios com o mesmo Mercedes W17.
Russell entrou na nova geração de carros de 2026 como o claro favorito ao campeonato, uma expectativa reforçada depois de ter conquistado a pole position e vencido claramente na primeira prova, na Austrália. No entanto, desde então, Russell conquistou apenas mais uma vitória, na Áustria, em comparação com as seis já acumuladas pelo jovem prodígio. Russell viu-se relegado para uma posição secundária, debatendo-se com constantes azares e falhas técnicas que o têm afastado da liderança do campeonato. No ano em que finalmente tem um carro capaz de o levar ao título, pormenores impedem-no de lá chegar, enquanto o jovem colega de equipa domina de forma quase implacável.
Fittipaldi continua a acreditar que Russell pode tornar o resto do ano emocionante para os aficionados, se conseguir gerir a pressão corretamente. O piloto de São Paulo, de 79 anos, elogiou o desempenho do jovem italiano: “O Kimi Antonelli está a fazer um trabalho fantástico e está a demonstrar o seu potencial. Conheço-o desde que corria em karts há muitíssimos anos. Conheço muito bem o Marco, o pai dele, e conheço bem a família. O Marco até treinou o meu filho Emmo na F4. É uma grande família italiana de Bolonha: boa gente, gente de corridas.”
O antigo campeão mundial destacou ainda o impacto positivo que a chegada de Antonelli representa para o desporto, ao mesmo tempo que sublinhou a pressão que isso coloca sobre Russell: “Penso que para o desporto é bom ter um jovem novo no ofício, sabes? Tem apenas 19 anos e pode ganhar o campeonato. Está a exercer uma pressão tremenda sobre o Russell, e o George, uma vez mais, tem de ser forte.” Fittipaldi acrescentou ainda uma nota de confiança sobre a capacidade de resposta do britânico: “Se o George encarar essa pressão de forma positiva, como já demonstrou em numerosas ocasiões que pode fazer, penso que será muito interessante para os aficionados, e o resto do campeonato estará muito renhido”.
No subconsciente dos fãs permanece ainda muito presente a forma como Norris se reergueu após o verão de 2025 e conseguiu bater um Piastri que parecia ter o título mundial quase garantido, mesmo já depois da pausa de verão. Não é impossível que algo semelhante volte a acontecer.
Foto: MPSA










