O calendário da F1 permanece indefinido. A tensão no Médio Oriente voltou a aumentar, depois de uma acalmia que se revelou apenas temporária, com os confrontos a intensificarem naquela região do globo. A F1 está sob pressão, com um calendário que terá de ser definido em breve e com os importantes destinos do Médio Oriente a verem a probabilidade de ficarem de fora a crescer de dia para dia. E algumas surpresas podem surgir na definição de novos palcos.
Com o GP do Bahrein praticamente excluído, as grandes dúvidas centram-se agora no Qatar e Abu Dhabi. Parte da secção final do calendário, a F1 terá de decidir em pouco tempo se mantém as provas ou se opta por novos destinos. E como não se anteveem melhorias significativas na instabilidade naquela zona nos próximos tempos, a F1 poderá ser mesmo obrigada a optar por vias alternativas, numa fase em que a logística exige que se definam novos planos.
Sepang, na Malásia, foi falado recentemente e ganha força para entrar na ronda asiática e, segundo a The Race, poderá fazer parte de uma jornada tripla com Baku e Singapura. A questão da ronda final poderá ganhar contornos mais surpreendentes com a mesma publicação a apontar Imola como palco provável para a última jornada do ano. Isto vai ao encontro do que disse o presidente da FPAK, Ni Amorim, quando confrontado pelo AutoSport sobre a possibilidade de Portugal receber a F1 ainda este ano, apontando Itália como o destino mais provável:
“Portimão é uma hipótese, como outros circuitos, nomeadamente em Itália” afirmou Ni Amorim. “Se a crise do Médio Oriente se mantiver, como tudo indica que sim, dizer que as provas que estão no Médio Oriente vêm para Portugal é uma precipitação, neste momento, porque temos países que são, provavelmente, mais interessantes para os construtores, e que também estão em bicos de pés para poder receber essas provas. Acho que Itália é, neste momento, uma opção mais forte para receber quer o WEC, quer a F1″.
Esta afirmação foi feita no fim de semana de Vila Real, o mesmo fim de semana em que o AutoSport soube que estão planeadas algumas obras no traçado de Portimão e que a calendarização das obras não foi alterada. Ou Portimão avançaria sem obras, ou não seria hipótese para este ano. A The Race avança hoje que Portimão quer fazer obras antes de receber a F1, o que vai ao encontro do que apuramos. Tentamos obter uma resposta por parte dos responsáveis do AIA que preferiam não prestar qualquer tipo de declarações, afirmando estarem “totalmente focados na preparação e entrega de um grande evento para 2027 e 2028.”
Assim, a F1 não deverá fazer um regresso antecipado a Portugal e a Itália pode ser palco da última jornada do ano, numa temporada em que um piloto italiano (Kimi Antonelli) luta pelo título e uma equipa italiana (Ferrari) está também na discussão pelos títulos de pilotos e construtores.







