A Fórmula 3 regressa este fim de semana ao circuito do Hungaroring para a sétima etapa do Campeonato do Mundo de 2026. A ronda em Budapeste marca o último compromisso da grelha antes da pausa de verão e promete intensificar a disputa pelo título, onde apenas um ponto separa o líder Ugo Ugochukwu do perseguidor Freddie Slater.
A ação em pista arranca na sexta-feira com os treinos livres e a sessão de qualificação. As decisões começam no sábado com a corrida sprint e culminam no domingo de manhã com a realização da corrida principal.
Equilíbrio e gestão de pneus marcam o Hungaroring
A atual temporada tem ficado marcada pelo elevado nível de competitividade. A vitória de Jin Nakamura em Spa-Francorchamps fez da Hitech a oitava equipa diferente a vencer este ano, entre dez formações em prova. A Campos Racing surge como exceção ao domínio repartido, somando já cinco triunfos.
Apesar da experiência acumulada no traçado húngaro, nenhum piloto da atual grelha conseguiu ainda vencer uma corrida de Fórmula 3 em Budapeste. O histórico revela também que a posição de partida será determinante: em três das últimas quatro visitas à Hungria, o autor da pole position transformou a liderança em vitória na corrida de domingo.
O piloto finlandês Tuukka Taponen, da MP Motorsport, antecipa um desafio exigente devido às características do traçado e às elevadas temperaturas previsíveis. “Acho que é uma das pistas mais difíceis do calendário porque tem muitas curvas e está bastante calor quando lá estamos. É muito difícil completar uma boa volta”, explicou o piloto. Taponen alertou ainda para as limitações nas ultrapassagens: “As curvas 1 e 2 são onde temos as principais oportunidades para ultrapassar, mas não há muitas hipóteses porque é difícil seguir os outros carros.”
Desafio técnico e degradação térmica sob avaliação
As exigências aerodinâmicas e a gestão da borracha surgem como os fatores críticos para o sucesso no Hungaroring. A Pirelli selecionou o composto médio para a prova, alertando que o calor tradicional da região poderá provocar degradação térmica acentuada, com especial desgaste no eixo traseiro devido às constantes fases de tração.
O diretor técnico da FIA Fórmula 3, Pierre-Alain Michot, reforça a importância da eficiência aerodinâmica numa pista frequentemente comparada a um circuito de karting. “O apoio aerodinâmico é uma das grandes chaves no Hungaroring”, afirmou o responsável, destacando a necessidade de os pilotos encontrarem espaço livre na qualificação. Michot acrescentou ainda o impacto direto na corrida: “A degradação será bastante elevada. Por isso, os pilotos que gerirem melhor os pneus serão os mais bem-sucedidos, e aqueles que pressionarem demasiado no início poderão ter problemas no final.”











