O diretor do Grupo Volkswagen, Oliver Blume, anunciou a intenção de proceder ao desmantelamento de quatro fábricas do maior construtor europeu de automóveis, todas na Alemanha, à eliminação de mais 100.000 postos de trabalho e, também, a um corte de 15% nos investimentos durante os próximos quatro anos.
Blume, que reafirmou o compromisso de reestruturar a empresa de fio a pavio, de forma a prepará-la para competir num setor cada vez mais competitivo, devido ao “ataque” ao mercado europeu protagonizado por muitos fabricantes chineses, diz-se determinando a reduzir, significativamente, a sobrecapacidade de produção da empresa, razão por detrás do encerramento de quatro fábricas alemães, que será feito em função do fim dos ciclos de produto dos carros que estão a montar.
Os 100.000 empregos serão eliminados em todo o mundo, e de forma faseada, e o investimento programado para os próximos cinco anos, depois de aplicado o corte de 15%, diminui para cerca de 130.000 milhões de euros. Na origem da decisão, a redução nos níveis de rentabilidade da empresa.
As quatro fábricas na mira de Blume são Hannover, Zwickau, Emden e Neckarsulm (as primeiras três são da Volkswagen e a quarta é da Audi). E o plano “Group Target Picture 2030” prevê, também,11.000 milhões de euros de diminuição da despesa até ao fim da década. A pressão sobre o consórcio aumentou com a concorrência chinesa, o impacto das tarifas comerciais e os elevados custos associados à transição para a mobilidade elétrica.
O Grupo Volkswagen, recorda-se, já tinha um curso um programa para redução de 50.000 empregos, mas este plano representa um agravamento muito significativo das medidas para reestruturação da empresa. Espera-se, todavia, forte resistência interna ao novo pacote, uma vez que os representantes dos trabalhadores contam com metade dos lugares no conselho de supervisão da companhia e são apoiados por acionista de referência: o governo do estado da Baixa Saxónia.
No primeiro trimestre do ano, o Grupo Volkswagen vendeu 1,95 milhões de carros, menos 7% do que no período homólogo de 2025.A receita atingiu 75,7 mil milhões de euros (-2%), o resultado operacional foi de 2,5 mil milhões de euros (quebra de mais de 10%) e a margem operacional não excedeu os 3,3%.









