O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 prossegue este fim de semana na Europa com a realização do Grande Prémio da Áustria, a oitava prova da temporada de 2026. Duas semanas após o triunfo histórico de Lewis Hamilton em Barcelona — a primeira vitória de um não-Mercedes este ano —, o pelotão ruma ao Red Bull Ring, em Spielberg, num momento em que a escuderia alemã tenta travar a aproximação pontual do britânico, agora a 41 pontos do líder Andrea Kimi Antonelli.

Desafios técnicos no circuito com menos curvas do calendário
O traçado de Spielberg destaca-se como o mais curto do ano em tempo por volta, apresentando apenas 10 curvas e uma variação de altitude de 63 metros, a segunda maior do calendário.
Para responder às exigências do asfalto rugoso e às zonas de forte tração, a Pirelli selecionou a gama mais macia de compostos: C3, C4 e C5.
O fabricante detalha que a degradação na Áustria é maioritariamente térmica, afetando o eixo traseiro, mas alerta para a pressão acrescida sobre as rodas dianteiras nas travagens em descida.
A altitude superior a 600 metros traduz-se em ar mais rarefeito e menor carga aerodinâmica, o que propicia o deslizamento dos pneus.
Após a corrida do ano passado ter sido cumprida com duas paragens nas boxes, a maior consistência dos pneus atuais faz prever uma tendência para estratégias de apenas uma troca.
Contudo, a localização montanhosa na Estíria expõe a pista a alterações meteorológicas súbitas.
Pilotos antecipam ritmo frenético e risco nos corretores
Os pilotos enfrentam uma corrida onde a precisão milimétrica dita o sucesso e a integridade dos monolugares.
O antigo piloto Jolyon Palmer sublinha a exigência técnica oculta nas poucas curvas do traçado. “É preciso ter cuidado com os corretores, pois é muito fácil montá-los ou passar por corretores mais abrasivos que podem infligir danos no carro”, explicou o analista.
Palmer apontou a Curva 4, uma zona de travagem em descida, como o local mais propício a erros, fazendo com que muitos pilotos terminem na escapatória de gravilha.
Mercedes alerta para erros e Red Bull procura resposta
A fiabilidade tornou-se o principal foco de atenção na Mercedes após o abandono de Antonelli em Espanha e o anterior stop de George Russell no Canadá. O Diretor de Equipa, Toto Wolff, admitiu a urgência em resolver estas falhas, afirmando taxativamente que as Flechas de Prata não se podem dar ao luxo de não terminar as corridas.
A escuderia alemã procura replicar o triunfo alcançado por Russell neste traçado há dois anos, vigiando a recuperação da McLaren — que venceu a edição de 2025 com Lando Norris — e a reação da Red Bull.
A correr em casa, a formação austríaca procura redimir-se após um fim de semana difícil em Barcelona, rotulado pelo Diretor de Equipa, Laurent Mekies, como um verdadeiro choque de realidade face ao ritmo dos três construtores da frente.
O programa oficial do Grande Prémio arranca na sexta-feira com as duas primeiras sessões de treinos livres, reservando-se o sábado para o apronto final e a sessão de qualificação, que definirá a grelha de partida para a corrida de domingo.
Horários
Sexta-feira, 26 de junho
Treinos Livres 1 – 12h30
Treinos Livres 2 – 16h00
Sábado, 27 de junho:
Treinos Livres 3 – 11h30
Qualificação – 15h00
Domingo, 28 de junho:
Corrida às 14h00










