A M-Sport Ford World Rally Team alcançou o ponto intermédio da temporada de 2026 do Campeonato do Mundo de Ralis com um total de 85 pontos e a quarta posição no campeonato de construtores, situando-se a 21 pontos da Toyota Gazoo Racing WRT2.
Após sete rondas disputadas, o balanço da formação britânica reflete uma combinação de assinaláveis flashes de rapidez com os contratempos típicos de um ano de aprendizagem para a sua jovem dupla de pilotos.
Com Josh McErlean e Jon Armstrong a assumirem o protagonismo a tempo inteiro no comando dos Ford Puma Rally1, o plano traçado pela equipa liderada por Malcolm Wilson era claro: acumular quilómetros, amadurecer as suas jovens promessas e aproveitar o último ano dos atuais regulamentos técnicos para preparar o futuro.
O drama de Monte-Carlo e a resposta na neve e na savana
A campanha arrancou em Monte-Carlo com fortes promessas, mas terminou de forma brutal. Jon Armstrong chegou a rodar num impressionante terceiro lugar absoluto na sua estreia com um Rally1, brilhando no gelo e na escuridão das primeiras etapas.
Contudo, a última etapa foi madrasta para a equipa, com os acidentes de Armstrong e McErlean, aliados a uma falha mecânica no carro de Grégoire Munster, a colocarem um ponto final numa sequência histórica de 24 anos consecutivos da M-Sport a somar pontos no mundial de construtores.
A reação não tardou e chegou no Rali da Suécia, onde a formação colocou os dois carros nos pontos (Armstrong em oitavo e McErlean em nono).
Na neve sueca, o piloto parcial Mārtiņš Sesks deu nas vistas ao averbar uma vitória em classificativas na manhã de sábado. Seguiu-se a dureza do Rali Safari, no Quénia, uma jornada focada na sobrevivência e na resiliência mecânica, onde Armstrong e McErlean superaram danos na suspensão e problemas de caixa de velocidades para recolherem ensinamentos valiosos na ronda mais exigente do calendário.
Velocidade pura no asfalto e o triunfo histórico em Fafe
A rota do asfalto europeu confirmou o potencial intrínseco do carro e dos pilotos. Na Croácia, Armstrong assinou tempos de referência ao rodar a escasso um décimo da vitória em troços, terminando o rali com uma nota muito positiva ao ser o terceiro mais rápido na Power Stage e na classificação de domingo.
Paralelamente, McErlean evidenciou uma evolução assinalável face ao ano anterior, maturidade que converteu num sólido oitavo lugar na ronda seguinte, o Rali das Ilhas Canárias.
O Vodafone Rally de Portugal voltou a misturar a frustração com o êxtase técnico. Enquanto Armstrong capotou no sábado e Sesks recuperou até nono após furos, Josh McErlean assinou um dos momentos mais marcantes da M-Sport na primeira metade do ano.
Na primeira passagem pela icónica classificativa de Fafe, o irlandês superiorizou-se à concorrência para carimbar a sua primeira vitória em troços no escalão principal do WRC.
A fechar o ciclo, o Rali do Japão selou uma dupla presença no top 10 (Armstrong em 8.º e McErlean em 10.º).
A caravana ruma agora para o Rali Acrópole, na Grécia, que inaugura uma longa sequência de provas em gravilha. Num piso onde a ordem de partida e a gestão de pneus ganham primazia face à eficácia aerodinâmica pura, a M-Sport dispõe da plataforma ideal para transformar o seu visível potencial em resultados consolidados.








