Carlos Silva não cabia em si de contente no final do Rali de Castelo Branco, pois levou o seu jovem piloto ao segundo lugar do FPAK Júnior Tema, Mário Matias, que ficou a 4.0s do vencedor numa prova disputadíssima, enquanto Ricardo Sousa alcançava o seu primeiro pódio à geral no CPR naquela que foi apenas a segunda prova num Rally2.
Depois do título de Todo-o-Terreno com o pai, Rui Sousa, em 2004, foi com naturalidade que tenha sido Carlos Silva a acompanhar Ricardo Sousa na sua evolução inicial como piloto de ralis. Há uns anos, contou-nos uma história curiosa: “Em 2015 eu ia vendo o Ricardo pegar num carro na oficina, ia dar umas voltinhas nas estradas de terra à volta da Prolama, tinha 19, 20 anos e a determinada altura, sou convidado para um jantar onde está o Rui, o Ricardo, o Dr. Calisto e eu, e foi ali que nasceu o projeto de ralis do Ricardo, em que fui convidado para fazer o primeiro ano com ele, depois acabaram por ser dois.
Foram dois anos muito interessantes com um carro quase de série, o DS3 do troféu da Inside Motor era um carro quase de série, e deu-me muito gozo fazer aqueles dois primeiros anos com o Ricardo que hoje em dia é já um piloto seguro no nacional, com um andamento que eu considero muito bom, será um piloto de futuro, é uma nova vertente na Prolama que são os ralis”.
É giro vê-los nascer e depois lutar por títulos…
“Logo na altura se viu que ele era especial, para a idade que eu comecei com ele, não era normal ver a maturidade que ele tinha, a calma que ele transmite é de grande piloto, começou do zero, tem vindo a fazer esse percurso, é um piloto de valor no nacional e é um piloto de futuro”.
Os anos passam, e a ‘pele de galinha’ dos feitos, continua: “que dia épico ver dois jovens que tive o privilégio de iniciar nos ralis; a voar alto no rali de Castelo Branco! Obrigado Ricardo Sousa e Mário Matias, pelas emoções que me fazem sentir…”










