O Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC) poderá vir a adotar um sistema de auxílio às ultrapassagens no futuro, recorrendo à tecnologia híbrida. A revelação surge em resposta às críticas de pilotos como Sébastien Buemi, que apontaram a escassez de ultrapassagens nas corridas da categoria.
Não são de agora as críticas, há muito que a precisão atual do Equilíbrio de Performance (BoP) acabou por aproximar muito o rendimento dos protótipos. Embora o trabalho dos técnicos seja elogiado, o nivelamento extremo tornou as ultrapassagens mais complexas: “Toda a gente nos pede para fazer uma BoP extremamente precisa e, no final, encontramo-nos com carros tão próximos que não é fácil fazer a diferença”, disse Sebastien Buémi à imprensa. Apesar das dificuldades estruturais, a organização relembrou que o campeonato continua a registar momentos de grande nível, destacando a ultrapassagem da BMW sobre a Toyota à entrada das curvas Porsche.
Para mitigar o problema, Pierre Fillon já fez saber que a introdução de uma asa móvel semelhante à da Fórmula 1 está descartada, mas em contrapartida, a ativação de potência extra temporária surge como o caminho mais provável em análise pelas comissões técnicas: “O DRS, não penso que seja uma boa ideia. Mas um push-to-pass com o híbrido, isso faz parte das coisas sobre as quais podemos refletir, e os nossos grupos de estudo estarão lá para isso”, disse em entrevista à Auto Hebdo.
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