GP Miami F1: Aston Martin autorizada a correr, apesar de qualificação desastrosa
As dores da Aston Martin continuam. Esperavam-se algumas melhorias neste fim de semana para a equipa britânica, mas o que se viu foi provavelmente a pior prestação da equipa este ano.
Fernando Alonso e Lance Stroll vão participar na corrida sprint do Grande Prémio de Miami, após os comissários terem concedido autorização ao dois Aston Martin, apesar de a equipa ter registado um desempenho catastrófico na qualificação sprint. A situação representa um novo ponto baixo para a equipa de Silverstone, que continua a debater-se com graves problemas no AMR26 e na unidade motriz Honda desde o início da temporada.
Na sessão de qualificação sprint no Miami International Autodrome, Lance Stroll não conseguiu registar qualquer tempo e foi obrigado a regressar às boxes com mais problemas no seu monolugar. O seu companheiro de equipa Fernando Alonso completou uma volta em 1:41.311s, quase 13 segundos atrás do melhor tempo da SQ1 estabelecido por Lando Norris na McLaren, que viria a conquistar a pole position. O tempo de Alonso ficou 6,4 segundos abaixo do limiar dos 107% exigido pelo regulamento, pelo que não foi classificado na folha de tempos provisória das qualificações sprint.
A situação torna-se mais dramática com uma comparação inesperada. O tempo de Fernando Alonso colocaria o piloto no fundo da tabela… de F2, cujo pior tempo registado na qualificação foi 1:41.157.
Contudo, como ambos os pilotos tinham registado tempos satisfatórios na única sessão de treinos livres de 90 minutos realizada no mesmo dia, ainda que Stroll tivesse sido o mais lento de todo o pelotão, a 3,649s de Charles Leclerc (Ferrari). Os comissários concederam-lhes autorização para participar na sprint. A Aston Martin acumula dificuldades sérias desde o início da época de 2026, com a Honda a trazer soluções de hardware para Miami na tentativa de resolver os problemas de vibração que impediram a equipa de marcar qualquer ponto até então.
Foto: Philippe Nanchino / MPSA
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Pity
2 Maio, 2026 at 10:41
Só há um termo para classificar esta equipa: vergonha.
Senhor Lawrence Stroll, o dinheiro não compra tudo.
Mariano
2 Maio, 2026 at 13:11
com estes resultados, certamente, terão condições legais para “rasgar” o contrato com a Honda e voltar à Mercedes….no entanto, não será nada fácil, no mínimo seria fazer dois formulas novos, isto se existir unidades motrizes Mercedes, Ferrari ou RedBull disponíveis….
tal como está é insustentável
Pity
2 Maio, 2026 at 16:02
Mariano, a Aston Martin poderá rasgar o contrato com a Honda, mas não vai voltar à Mercedes. A Mercedes já fornece quatro equipas, contando com ela própria. Não tem capacidade para fornecer mais uma. Nem sei mesmo se, no decorrer do campeonato, qualquer outra fornecedora terá capacidade para o fazer.
Resumindo: pelo menos este ano, a Aston Martin vai ter que aguentar.
Para mim, o problema não é ela ser a última, alguma teria de o ser, o problema é ela ficar a calendários duma equipa estreante.
Luís Sampaio Howell
2 Maio, 2026 at 17:42
incrível, 2 de Maio e nem uma linha sobre o Zanardi! E ainda querem dinheiro…
Luís Sampaio Howell
2 Maio, 2026 at 17:44
incrível, 2 de Maio e nem uma linha sobre o Zanardi! E ainda querem dinheiro….
pedropadua69gmail-com
2 Maio, 2026 at 17:44
Realmente existem certas situações na vida que são um autêntico mistério, e dá que pensar!
Apesar da sua personalidade peculiar, o Alonso não merecia tal situação, pois ainda é um piloto acima da média e talvez seja um dos últimos “moicanos” em talento puro, mas ele estaria longe de imaginar que há uns anos atrás, em pleno GP do Japão, catalogou ironicamente o motor Honda de GP2 e, volvidos estes anos, eis que os nipónicos voltam a cruzar o caminho do espanhol e, desta vez, o tempo do asturiano jogava ele lá para o fim do pelotão da… GP2! Realmente, não nada tão ruim, que não piore mais ainda!!!
Mas, penso que a unidade de potência não explica tudo!
E depois temos Adrian Newey, que não sei se estará (ou não) arrependido de não ter realizado o sonho dele (segundo a própria esposa), escolhendo os muitos dólares do Lawrence Stroll em detrimento da histórica Ferrari!
A vida é feita de escolhas e só ele poderá saber o que sente nesta etapa final da sua carreira.