A FIA, as equipas e a Liberty Media estão a discutir ajustes às regras técnicas de 2026, mas qualquer alteração será de pormenor, sem revisões profundas ao regulamento. Mercedes, Ferrari e Liberty Media estarão do lado que defende pequenos ajustes apenas, opondo-se a mudanças significativas na divisão 50/50 entre potência elétrica e motor de combustão interna.
Não é surpreendente que os rumores que começam a circular sobre o conteúdo das reuniões que FIA, F1 e equipas estão a ter ao longo destas semanas denotem diferenças claras de opinião. De um lado, equipas que não querem mudar, pois têm alguma vantagem face à concorrência, e do outro, equipas que querem mudanças mais vincadas. Sabe-se ainda pouco do que foi falado nessas reuniões, mas a tendência parece estabelecida, com Mercedes, Ferrari e Liberty de um lado e os restantes do outro.
Segundo publicação Pitpass.com, a resistência da Liberty Media prende-se com o seu compromisso de tornar a F1 neutra em carbono até 2030, sendo a divisão 50/50 um elemento central da sua agenda de sustentabilidade. Foi precisamente esta aposta na eletrificação que atraiu fabricantes como a Audi, Ford e GM para a F1, e que levou a Honda a reverter a sua decisão de saída. A FIA pretendia reduzir a potência da bateria dos atuais 350 kW para 300 kW e depois para 200 kW, mas Mercedes e Ferrari ter-se-ão oposto à mudança, argumentando que os carros foram desenhados com a divisão 50/50 em mente e que qualquer alteração afetaria o equilíbrio dos monolugares.
O cenário mais provável é a limitação da energia máxima recolhida para a bateria por volta, com a redução do limite atual de 9 MJ para 6 MJ — o que tornará os carros mais lentos, mas reduzirá o fenómeno do “super clipping”.
O GP de Miami, sendo uma ronda Sprint com pouco tempo de treino, não é ideal para testar alterações, tal como o Canadá e Mónaco. Barcelona surge como a prova mais provável para a introdução das mudanças mais significativas.












