Líder por um dia, espectador no segundo: O drama mecânico que parou Luís Cidade
As corridas são mesmo assim, vai-se das palmas ao silêncio num ápice e desta vez foi o motor que calou a ambição de Luís Cidade.
O dia tinha começado de “peito cheio” para o piloto, mas as ambições acabaram por se transformar num duro revés para a dupla lusa na categoria SSV do Rally-Raid Portugal.
Depois de terem sido os mais rápidos na especial de abertura e se tornar no 125º concorrente a vencer uma classificativa do W2RC, o piloto da South Racing–Can-Am viu a sua campanha comprometida por um problema mecânico na tirada entre Grândola e Badajoz, ao quilómetro 225 da especial.
Cidade tinha “a vista posta na geral”, mas o incidente acabou por torpedear as suas aspirações à luta pelo título na prova portuguesa. Ainda assim, a retirada da especial não significa abandono definitivo do rali: se a equipa conseguir reparar o Can-Am, o piloto poderá regressar à competição já amanhã e voltar a discutir vitórias em etapas, mantendo-se como uma das referências da categoria.
Cidade fora da luta pela geral, mas não da prova
Como se sabe, o abandono pode limitar-se à especial de hoje e não impede a continuidade no evento, caso o carro seja recuperado em tempo útil. Contudo, um problema no motor é sempre complicado.
Caso corra bem, Luís Cidade poderá transformar o resto do rali numa operação de ataque às classificativas, focado em somar novos triunfos parciais e em confirmar o estatuto de principal figura portuguesa nos SSV à escala mundial. A quebra mecânica surge, assim, como um golpe duro nas contas da geral, mas não como o fim da participação do piloto.
Enquanto o azar atingia Cidade, outro português assumia o protagonismo na especial. João Monteiro, em representação da Can-Am Factory Team, venceu a etapa de hoje na categoria SSV, assegurando que “as esperanças dos adeptos portugueses se mantêm bem vivas nesta classe”.
A sua prestação permite a Portugal continuar em destaque num pelotão altamente competitivo, reforçando a ideia de que os pilotos portugueses são candidatos naturais a discutir vitórias de etapa e posições de topo no W2RC sempre que correm em casa.












