Max Verstappen volta a atacar regulamentos: “Vai arruinar a Fórmula 1”
Max Verstappen lançou, em Xangai, aquele que foi um dos seus ataques mais duros ao atual regulamento da Fórmula 1, que considera responsável por um formato de corrida “terrível” e “artificial”.
O quatro vezes campeão do mundo abandonou o Grande Prémio da China por falha mecânica quando seguia em sexto, mas sublinhou que o seu desagrado com “o que são estas corridas” iria manter‑se mesmo que tivesse vencido.
Verstappen afirmou que o estilo de corrida criado pelas regras de 2026 é, na sua perspetiva, mais próximo de um jogo, do que de competição pura, descrevendo‑o como “tipo Mario Kart” e “não corrida”.
Segundo o neerlandês, as constantes alternâncias provocadas pela gestão de bateria — “passas com ‘boost’, ficas sem energia, eles passam‑te na reta seguinte” — transformam as lutas em pista numa “brincadeira” e não em disputas genuínas.
“Quem gosta disto não entende o que são corridas”
O piloto da Red Bull é de opinião que os adeptos que dizem apreciar este formato “não sabem o que são corridas”, defendendo que o atual modelo nada tem a ver com a essência da Fórmula 1. Em várias respostas, Verstappen insistiu que fala “em nome da maioria dos pilotos”, ainda que admita que alguns defendem o sistema por estarem a ganhar e não querem abdicar dessa vantagem.
Questionado sobre as disputas na frente, Verstappen minimizou o espetáculo, lembrando que as vitórias têm estado essencialmente nas mãos de Kimi Antonelli e George Russell, com Mercedes e Ferrari a resolverem as corridas após algumas voltas. Considera que os bons arranques da Ferrari apenas mascaram, por momentos, um pelotão “partido” e sem luta real pelo topo.
Regulamento “fundamentalmente falhado” e apelos a mudanças rápidas
Verstappen classificou o atual conjunto de regras como “fundamentalmente falhado”, defendendo que só pode ser melhorado “um pouco” e que a Fórmula 1 deveria ter ouvido os avisos dos pilotos já em 2023.
Na sua leitura, a insistência neste modelo poderá “acabar por arruinar o desporto” se a organização privilegiar a atração de público casual em detrimento da qualidade da competição.
O neerlandês lamenta ainda que um eventual regresso a motores V8 não possa acontecer já no próximo ano, considerando “doloroso” ter de conviver com este pacote durante mais tempo. Para Verstappen, o processo de mudança está preso em jogos políticos: algumas equipas sentem‑se beneficiadas pelas regras atuais e resistem a qualquer alteração profunda, mesmo que, na sua opinião, “não seja bom para o desporto”.
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mariojscosta
16 Março, 2026 at 9:38
“Questionado sobre as disputas na frente, Verstappen minimizou o espetáculo, lembrando que as vitórias têm estado essencialmente nas mãos de Kimi Antonelli e George Russell”
Mas em 2023 as disputas na frente, estavam entregues a quem?????
Se não me engano apenas a ele próprio, não me lembro de ele estar MUITO chateado por isso.
A atual F1 tem que melhorar, mas temos um ano para ver como corre.
Em 2014 o domínio da Mercedes também era enorme.
Como disse o António Felix da Costa, que os pilotos críticos dos atuais monolugares deveriam “ficar em casa”.