Max Verstappen deixou um dos diagnósticos mais preocupantes até agora sobre o desempenho da Red Bull na temporada de Fórmula 1 de 2026. O campeão do mundo criticou duramente o comportamento do monolugar após o Sprint do Grande Prémio da China, numa altura em que a equipa enfrenta um défice significativo face aos rivais.
A Red Bull tem demonstrado dificuldades evidentes no início da temporada e, em Xangai, o atraso para os líderes aproximou-se dos dois segundos por volta. De acordo com o antigo piloto Giedo van der Garde, a falta de competitividade do monolugar foi evidente ao analisar as imagens onboard, apontando problemas de subviragem e instabilidade na aceleração, além de um motor aparentemente menos competitivo face à Mercedes.
Entretanto, as críticas de Verstappen não se limitaram ao desempenho do carro. O piloto neerlandês voltou também a questionar o impacto dos novos regulamentos, particularmente no que diz respeito à gestão de energia, defendendo que o sistema penaliza os pilotos que procuram explorar ao máximo o desempenho do carro.
Max Verstappen afirmou em Xangai:
“O carro é impossível de conduzir. Nunca tivemos algo tão mau com tudo combinado. Em termos de ritmo tem sido um desastre. Foi completamente horrível. Nem vale a pena falar muito sobre isso. Não tinha equilíbrio nem aderência e os pneus ficaram completamente destruídos.”
O campeão do mundo criticou ainda o impacto das regras atuais na condução.
Verstappen explicou:
“Basicamente, o sistema penaliza o piloto que quer ir mais rápido. Quanto mais tarde travas e mais cedo aceleras, pior é para a bateria. Os pilotos que travam mais tarde acabam por ficar em desvantagem.”










