Com a primeira corrida do ano a motivar muitas críticas, a nova regulamentação da F1 vai para uma pista onde, em teoria, poderá ter ligeiramente menos problemas, com zonas de travagem mais pronunciadas e mais oportunidades para recuperar energia. Mas, há também outro grande desafio.
O primeiro fim de semana de corrida sprint, na China, vai reduzir drasticamente as oportunidades para as equipas afinarem os seus sistemas. Com apenas um treino livre, as equipas terão muito pouco tempo para encontrar o compromisso certo de afinação e preparar os sistemas para encontrar a forma mais eficiente de recuperar energia ao longo da volta.
Segundo Fred Vasseur, chefe da Ferrari, esta limitação contrasta com o que aconteceu na corrida inaugural na Austrália, onde as equipas tiveram três horas de treinos para afinar os carros. A redução significativa do tempo em pista poderá dificultar a adaptação dos pilotos e engenheiros às exigências dos novos monolugares.
Fred Vasseur afirmou, citado pelo RacingNews365:
“O facto de termos estado em boa forma na Sprint na China no ano passado não significa necessariamente que isso se vá repetir este ano. Vai ser difícil porque precisamos de tempo para ajustar a estratégia em termos de gestão de energia e também a forma de pilotar. Foi muito mais fácil quando começámos no Bahrein, porque fizemos seis dias de testes no mesmo circuito e pudemos melhorar volta após volta. Quando fazes cerca de 150 voltas por dia durante seis dias tens muitas oportunidades para afinar o carro. Em Xangai será diferente: vamos fazer cerca de 20 voltas na sessão de treinos livres e depois teremos de decidir a estratégia para a qualificação e para a corrida. Esse exercício será complicado.”
Foto: Philippe Nanchino /MPSA











