Fórmula 1 2026: o custo energético como nova variável da performance…
As declarações dos pilotos, quanto ao que passou a ser o principal desafio prático para os pilotos com os novos regulamentos da Fórmula 1, convergem numa leitura: a performance passará por gerir recursos volta a volta, com decisões que deixam de ser apenas de trajetória e travagem e passam a integrar, de forma constante, o custo energético de cada ação.
Com o pelotão a enfrentar os novos carros em condições reais pela primeira vez, o GP da Austrália surge como o primeiro teste a uma variável que, segundo os próprios pilotos, pode transformar um bom esforço numa volta “um segundo” mais lenta.
Piastri: novas exigências “não intuitivas” pedem disciplina
Oscar Piastri concorda que a condução e o acerto do carro passaram a estar ainda mais condicionados pela unidade motriz. “Há muitas coisas que são diferentes… tudo está optimizado à volta de tirar o máximo da unidade motriz”, afirmou, reconhecendo que esse elemento sempre existiu, mas que agora é “de longe o maior”.
O australiano destacou um obstáculo adicional: “o difícil nestes novos regulamentos é que muitas das coisas que temos de aprender a fazer como pilotos não são muito intuitivas”, o que exige habituação e “muita disciplina”.
Albon: ser rápido já não é só “andar a fundo”
Alex Albon reforçou a ideia de que os fundamentos se mantêm, mas que a energia assume um peso superior ao de épocas anteriores. “No fim, um carro de corrida é um carro de corrida, tem acelerador e travão, mas a energia é um aspecto maior”, afirmou. Para o piloto, 2026 obriga a uma abordagem mais eficiente: “não é sempre sobre estar apenas a fundo; é sobre estar mais consciente da energia, sobre se consegues ser mais eficiente”.
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