Jon Armstrong tem superado as expetativas nas duas primeiras provas como piloto Rally1 no Mundial de Ralis, mas a M-Sport prefere conter o entusiasmo quanto ao que poderá alcançar em 2026. O irlandês, de 31 anos, deu o salto para o Ford Puma Rally1 depois de duas épocas no Europeu de Ralis com o Fiesta Rally2.
Armstrong é um piloto irlandês de ralis que seguiu um percurso atípico até ao WRC, combinando competição real e virtual: foi campeão do Esports WRC em 2018, vice‑campeão do Junior WRC em 2021 e 2022, conquistou o título ERC3 em 2023 e resultados de destaque no ERC em Rally2 abriram‑lhe as portas para correr ao mais alto nível, com a M‑Sport Ford, no Mundial de Ralis em 2026, onde tem conseguido destacar-se.
Apesar de não ter terminado o Rali de Monte Carlo — onde chegou a rodar em terceiro na primeira noite — Armstrong respondeu na Suécia com um oitavo lugar final, sendo o melhor piloto da M-Sport. Na Suécia, Armstrong perdeu 45 segundos logo na primeira especial após falhar um ponto de travagem e sair para a neve, mas recuperou competitividade ao longo do fim-de-semana, pressionando Thierry Neuville na luta pelo sétimo lugar.
O desempenho valeu elogios do chefe de equipa, Richard Millener, que destacou a maturidade do piloto como um trunfo numa fase de adaptação à categoria principal.
Richard Millener afirmou ao DirtFish:
“A grande vantagem do Jon é a idade. Para mim, o início dos 30 é uma excelente fase para chegar a este nível. O que ele fez no ano passado no ERC, com vitórias e menos pressão na transição, foi muito importante. Não subiu diretamente do meio do WRC2, vinha do campeonato que é a antecâmara do WRC e já tinha provado o seu valor.
Temos de ser cautelosos quanto ao que esperar este ano. Não podemos correr antes de andar, mas as duas primeiras provas foram incríveis. O Quénia pode oferecer oportunidades, embora seja uma prova onde se espera o inesperado. O que mais impressiona é o ritmo, o compromisso e a forma como se adaptou ao carro”.











