As equipas de Fórmula 1 foram convidadas a testar níveis reduzidos de potência elétrica durante os últimos ensaios no Bahrein, numa avaliação conduzida pela FIA para responder às principais críticas aos motores de 2026. O objetivo é perceber se uma menor potência máxima poderá tornar a utilização de energia mais consistente ao longo de uma volta.
As novas unidades motrizes exigem estratégias complexas de carregamento da bateria. Para maximizar o desempenho, as equipas recorrem a reduções de caixa mais agressivas e ao chamado “super clipping”, método que suspende temporariamente a entrega elétrica para carregar a bateria mantendo o acelerador a fundo. Apesar dos progressos verificados desde os primeiros testes em Barcelona, os pilotos continuam a queixar-se dos compromissos necessários para equilibrar recuperação e utilização de energia, sobretudo em qualificação.
Uma das soluções em análise passa por reduzir a potência máxima do MGU-K — atualmente responsável por quase metade da potência total — para valores entre cerca de 350 kW e 300 kW, podendo até descer aos 200 kW. A ideia seria perder pico de potência, mas ganhar disponibilidade ao longo da volta. Ou seja, reduzir a potência do motor e, com isso, permitir que a energia armazenada possa ser usada durante mais tempo, pois a exigência do motor elétrico é menor. Outra hipótese seria permitir maior recuperação de energia, evitando situações de levantar o pé em reta.
Ainda assim, as partes envolvidas preferem recolher dados em pista antes de alterar regulamentos, sobretudo porque circuitos como Melbourne, Suzuka ou Jidá poderão agravar as dificuldades de carregamento. Há confiança de que muitos problemas sejam de adaptação inicial e possam ser resolvidos com otimização e pequenos ajustes.












