A Fórmula 1 está a estudar uma nova geração de unidades motrizes baseada num V8 turbo de 3,0 litros, com um sistema elétrico simplificado e uma redução mínima de 50 kg face às unidades atuais. A introdução em 2030 está em discussão, mas a data e vários detalhes técnicos ainda não têm decisão definitiva.
O novo rumo começou a ser discutido nos primeiros meses da regulamentação em vigor, que desde cedo foi alvo de críticas por parte dos pilotos e dos adeptos. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, apontou para um caminho diferente e de regresso ao passado, com motores mais simples mais ruidosos e mais baratos, um caminho que parece ganhar cada vez mais força, mesmo com a concordância das marcas que fizeram força para termos a atual regulamentação.
Entre os fabricantes, uma das questões mais debatidas foi a manutenção do turbocompressor em alternativa a um motor de aspiração natural. Segundo a RacingNews 365, a solução atualmente apontada conserva o turbo, embora de menor dimensão. O objetivo é tornar os motores consideravelmente mais ruidosos do que as unidades atuais sem ultrapassar os limites de ruído aplicáveis a alguns circuitos urbanos.
A componente elétrica também deverá permanecer, mas com um papel menos relevante. A proposta em discussão prevê um motor elétrico de 100 kW (aproximadamente 135 cv), em vez dos 350 kW da geração atual. Pretende-se preservar uma ligação às prioridades de eletrificação da indústria automóvel, evitando ao mesmo tempo, reproduzir a complexidade do sistema híbrido em uso.
A redução de peso constitui outro objetivo central. A nova unidade motriz está a ser concebida para permitir uma redução de 50 kg a menos do que as atuais, numa resposta às críticas dos pilotos ao peso dos monolugares modernos.
Continua por definir o sistema de auxílio às ultrapassagens que substituirá o DRS, utilizado até ao fim de 2025. A hipótese em estudo inspira-se no push-to-pass da IndyCar: um aumento de potência ativado pelo piloto em condições determinadas, em vez de um dispositivo mecânico de redução do arrasto. A FIA e os fabricantes ainda não chegaram a um acordo final sobre este ponto, nem sobre o seu funcionamento concreto.
A entrada em vigor em 2030 também não está fechada. Se for confirmada, encurtará em um ano o ciclo técnico iniciado com os regulamentos desta temporada; a concretização desse calendário dependerá da definição dos pontos regulamentares ainda em aberto.










