António Félix da Costa venceu em Jidá. Depois de um arranque difícil com a Jaguar, marcado por toques que comprometeram resultados sólidos, chegou à Arábia Saudita com penas quatro pontos, manifestamente pouco para o que já tinha mostrado. Depois do quinto lugar de ontem, corou o fim de semana com uma exibição que foi, acima de tudo, um exercício de gestão e cabeça fria. Não foi só a velocidade que fez a diferença, foi a forma como leu a corrida e usou a energia e o Attack Mode com precisão.
No arranque, o foco esteve sempre na eficiência. “Houve muita gestão em jogo. A bateria, a energia, esse foi o nosso foco principal hoje e consegui sempre colocar o carro no sítio certo no início e ser muito eficiente. Quando começaram a chegar as primeiras leituras de energia, eu sabia que estava numa boa posição para conseguir fazer isto”, explicou.
A estratégia com a Jaguar foi decisiva: escolher bem os momentos para ativar o Attack Mode e depois controlar. “Os rapazes e as raparigas estiveram incríveis. Jogámos essa estratégia e escolher os momentos certos para os attack modes foi crucial e foi exatamente isso que fizemos, e depois conseguimos gerir”, resumiu.
O final não foi tão tranquilo como pareceu na televisão. “O final foi um bocadinho crítico. Tivemos alguns alarmes a aparecer, penso que de temperatura da bateria, mas eles foram guiando‑me. Não podia ir tão rápido quanto queria, mas estava a gerir a diferença”, contou. No rádio, a mensagem foi simples: “confirma os alarmes e segue em frente. Foi um pouco stressante, mas é uma sensação ótima quando sabes que depende só de ti levar isto até casa.”
Esta foi apenas a quinta corrida de Félix da Costa com a nova equipa, o que dá ainda mais peso ao resultado. “Mudar de equipa é um trabalho enorme, há muitas coisas para aprender, caras novas, nomes novos. Estou feliz por conseguir isto à quinta corrida. Temos tido bom andamento, mas não conseguimos capitalizar, por isso estou contente por devolver esta vitória à Jaguar”, disse.
Com uma pequena margem e mais tempo de Attack Mode do que os rivais, o português sabia que só um grande imprevisto lhe podia roubar o triunfo: “Sabia que, com aquela margem e mais tempo de attack mode do que os meus rivais, só um grande drama poderia tirar‑nos esta vitória. Nas corridas nunca acaba até acabar, mas é uma grande sensação quando sabes que só depende de ti trazer isto até ao fim.”
Félix da Costa entrou para a lista dos vencedores de 2026, é um dos pilotos com mais vitória da modalidade (o colega Mitch Evans é o que tem mais vitórias -15) e saltou para o sétimo lugar da classificação geral, com 39 pontos. O líder é Pascal Wehrlein, com 68.










