O receio da aproximação dos novos F1 aos registos dos F2 totalmente dissipado no Shakedown de Barcelona
Em 2025, temeu-se que os novos Fórmula 1 de 2026 fossem pouco mais rápidos que os Fórmula 2 de 2025. No entanto, o shakedown de Barcelona dissipou esses receios, revelando uma margem significativa para os monolugares da “segunda divisão”, apesar dos registos iniciais dos F1 terem ficado abaixo dos números de 2025.
Já se sabia que os novos F1 seriam mais lentos que os monolugares de 2025, mas o receio de uma aproximação excessiva à Fórmula 2 revelou-se infundado.
Comparando os tempos em Barcelona, a hierarquia permanece clara. O tempo de Lewis Hamilton (1m16,348s) é cerca de cinco segundos mais lento que a pole position de Oscar Piastri em junho de 2025 (1m11,546s). No entanto, a margem para a Fórmula 2 continua grande: Hamilton foi nove segundos mais rápido que a pole de Arvid Lindblad na F2 em Barcelona em 2025 (1m25.180s).
Nikolas Tombazis, da FIA, já tinha alertado que os comentários sobre um ritmo próximo da F2 eram “totalmente errados”, com a meta global de que os novos carros sejam apenas um a dois segundos mais lentos que os atuais, dependendo do circuito. Este fosso inicial de cinco segundos não reflete o potencial final dos carros, com o objetivo destas primeiras sessões de pista ser testar sistemas e garantir a fiabilidade.
Tecnicamente, era expectável que os novos carros fossem mais lentos, e o desenvolvimento das equipas irá progressivamente recuperar o atraso. Na transição para os motores híbridos em 2014, os carros começaram seis segundos mais lentos que os de 2013 em Jerez, mas, poucas semanas depois, nos testes do Barém, já se rodava a menos de um segundo da pole position anterior.
Para alcançar estes objetivos de performance com uma nova motorização, o regulamento de 2026 introduziu o conceito de “carro ágil”, com alterações estruturais profundas: redução de peso e dimensões, aerodinâmica reformulada e pneus mais estreitos.
Em suma, a performance registada em Barcelona é vista apenas como um ponto de partida técnico, com a FIA e as equipas confiantes de que a F1 manterá a sua supremacia absoluta de velocidade sobre qualquer outra categoria.
FOTO Ferrari










