Foi aberta uma investigação à FIA Foundation, responsável por financiar investigação em segurança rodoviária e iniciativas de segurança no automobilismo, na sequência de preocupações levantadas sobre a sua governação e eventuais conflitos de interesses com a FIA, entidade que regula a Fórmula 1 e várias outras categorias internacionais.
A Charity Commission, organismo regulador das instituições de solidariedade no Reino Unido, lançou formalmente o inquérito e impôs de imediato uma ordem temporária de proteção, que impede os administradores da fundação de realizarem determinadas transações sem autorização prévia por escrito. Esta medida visa salvaguardar a integridade da instituição enquanto decorre a análise.
A investigação centra-se, em particular, na forma como eventuais conflitos de interesses terão sido geridos, sobretudo no que respeita à atribuição de subsídios e financiamentos por parte da fundação. Embora a Charity Commission sublinhe que a abertura do processo não equivale a uma conclusão de irregularidades, a imposição de restrições operacionais indica preocupações sérias quanto à administração da organização.
A FIA Foundation desempenha um papel relevante no desporto motorizado, apoiando estudos e programas que contribuíram para avanços no desenho de circuitos, nos sistemas de segurança dos automóveis e nos equipamentos de proteção utilizados em várias disciplinas. O inquérito irá avaliar até que ponto os responsáveis cumpriram os seus deveres legais em matéria de gestão, governação e administração.
O processo surge depois de Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, ter assumido no ano passado a presidência da fundação, substituindo David Richards, antigo líder da Motorsport UK. A FIA Foundation foi criada pela FIA, mas é uma instituição de solidariedade registada no Reino Unido. Como está registada em Inglaterra e no País de Gales, fica automaticamente sob a jurisdição da Charity Commission e dos tribunais ingleses.










