A Audi apresentou oficialmente o seu primeiro monolugar de Fórmula 1, marcando o início da sua participação como construtor no Campeonato do Mundo, com a ambição declarada de lutar pelos títulos até 2030.
A revelação do Audi R26 decorreu num evento em Berlim, embora as primeiras imagens do carro tenham surgido antecipadamente através de ligações ao site oficial da marca. A Audi assumiu a estrutura anteriormente conhecida como Sauber, mantendo a construção do chassis na fábrica de Hinwil, na Suíça, enquanto a nova unidade motriz foi integralmente desenvolvida e produzida em Neuberg, na Alemanha.
O R26 já realizou os seus primeiros quilómetros em pista num teste privado no Circuito da Catalunha, há cerca de duas semanas. Nessa sessão, Nico Hülkenberg e Gabriel Bortoleto tiveram o primeiro contacto com o novo monolugar, iniciando a fase de avaliação do projeto para a temporada de estreia da Audi na Fórmula 1.
A marca alemã aposta numa abordagem gradual, com o objetivo de se aproximar da frente do pelotão nos próximos anos, consolidando a sua presença na categoria máxima do automobilismo.
O diretor de equipa, Jonathan Wheatley, afirmou que a Audi não pode dar-se ao luxo de ser complacente e pensar que os resultados vão surgir automaticamente só por ser um grande construtor automóvel.
“É preciso ser realista quanto ao ponto de partida e também humilde em relação ao desafio que temos pela frente”, disse. “Não se vencem equipas como a Ferrari, a Red Bull, a Mercedes ou a McLaren simplesmente por se aparecer como Audi Fórmula 1. Não é assim que funciona. É preciso um plano. O nosso plano é tornar-nos primeiro desafiantes, depois competitivos e, por fim, campeões. É importante encarar isto como um percurso e que as pessoas compreendam essa jornada.”
Audi R26 livery for 2026. 🖤
— Inside Audi F1 (@InsideAudiF1) January 20, 2026
First official look at the visual identity of Audi’s Formula 1 era. pic.twitter.com/Oep8IplDbv
Já o diretor técnico, James Key, considera que a Audi tem o que é preciso para ter sucesso a longo prazo.
Questionado no lançamento sobre se achava realista o objetivo traçado para 2030, respondeu:
“Vendo a ambição por trás da equipa e o plano que temos pela frente, gosto de acreditar que é absolutamente realista. Estamos a dar-nos algum tempo porque somos realistas. Sabemos que ainda não temos tudo no sítio e que precisamos de estar no nosso melhor o mais rapidamente possível. Mas também reconhecemos que todas as equipas são concorrentes diretas da Audi. Já não existe o chamado ‘meio do pelotão’. Por isso, temos de estar lá. E, naturalmente, estamos a analisar que passos precisamos de dar para termos a melhor oportunidade de alcançar esse objetivo. É uma ambição muito clara, não só da nossa parte, mas de toda a estrutura.”










