Ralf Schumacher acusou Christian Horner de ter “praticamente destruído a equipa” da Red Bull, associando a sua liderança aos anos de conflito interno e à queda gradual de desempenho da estrutura de Milton Keynes.
Horner liderou a Red Bull entre 2005 e 2025, período em que conquistou múltiplos títulos, mas que terminou com a equipa afastada da luta pelo campeonato e apenas em quarto lugar no Mundial de Construtores, antes da sua destituição. A chegada de Laurent Mekies ao cargo de diretor de equipa coincidiu com um ambiente interno descrito como mais harmonioso e com o regresso de Max Verstappen à disputa pelo título na segunda metade da época.
Suspeitas de ambiente crispado confirmadas por Marko
Após o final da temporada, a saída de Helmut Marko agravou a perceção pública de um longo conflito de poder no seio da Red Bull. No seu adeus, o austríaco lançou acusações contundentes a Horner, afirmando que este terá tentado aproveitar a morte de Dietrich Mateschitz para reforçar a sua influência, em articulação com o acionista tailandês Chalerm Yoovidhya, e recorrendo a “jogos sujos” e alegadas mentiras internas.
Schumacher, por seu lado, alinhou com a leitura de Marko, defendendo que o período final de Horner à frente da equipa foi marcado por lutas de poder e um afastamento progressivo da Red Bull em relação ao nível de excelência que a caracterizou. Na sua perspetiva, a mudança de liderança chegou tarde e deixou “fraturas duradouras” numa estrutura que agora entra numa nova era técnica e política.
Ralf Schumacher foi particularmente direto ao avaliar o legado recente de Horner:
“O Horner praticamente rasgou a equipa. A Red Bull lutou para se arrastar para a mediocridade. Durante algum tempo, nada funcionou.”
Schumacher sugeriu ainda que os comentários de Marko sobre Horner, embora “não sejam propriamente elegantes”, se justificavam: “Ele tem razão”, disse o alemão.“Helmut perdeu um pouco da sua posição porque já não é necessário lá. Mas lamentamos isso porque valorizamos a sua honestidade e franqueza.”










