Sébastien Ogier sagrou-se campeão do mundo de ralis pela nona vez, igualando o recorde histórico de títulos no WRC, após um desfecho emocionante no Rali da Arábia Saudita. A decisão do campeonato ficou adiada até ao último dia da nova prova que encerrou a época.
O francês teve de medir forças diretamente com os colegas de equipa Elfyn Evans e Kalle Rovanperä, num cenário competitivo em que nenhum dos três esteve verdadeiramente na luta pela vitória na prova. O efeito de limpeza de estrada em pisos soltos condicionou o seu andamento e, tal como outros pilotos, acabaram por perder tempo com furos provocados pelas especiais abrasivas.
Furos, pressão dos pneus e contas apertadas até à Power Stage
Evans chegou à Arábia Saudita com três pontos de vantagem sobre Ogier, mas viu as suas aspirações complicarem-se logo na manhã de sexta-feira, quando foi forçado a parar para trocar um pneu, perdendo cerca de 1m40s. Ogier não escapou ileso às dificuldades e, durante a tarde, perdeu tempo devido a uma perda de pressão num dos pneus, o que manteve o equilíbrio na luta interna da Toyota.
No final do segundo dia, o francês seguia apenas duas posições à frente de Evans e, na prática, com um ponto de vantagem na classificação virtual do campeonato. A derradeira etapa ganhou assim um peso acrescido, com mais 10 pontos em jogo para os mais rápidos no conjunto do dia e na Power Stage final, transformando cada troço numa espécie de “mini campeonato” decisivo.
Kankkunen elogia Ogier, destaca Evans e olha para o futuro
Juha Kankkunen, diretor-adjunto da equipa e tetracampeão do mundo, sublinhou a dimensão do feito alcançado por Ogier. Considerou que o francês demonstrou ser “o melhor piloto do mundo neste momento, e talvez de todos os tempos”, lembrando que igualou o recorde do nono título e fê-lo com três construtores diferentes. O finlandês recordou, a título de comparação, que também conquistou títulos com três equipas, mas “apenas” somou quatro campeonatos.
Kankkunen destacou também o desempenho de Elfyn Evans ao longo da época, salientando a consistência do britânico, a ausência de erros e o facto de ter passado grande parte do ano como primeiro carro na estrada, uma condição geralmente desfavorável. Admitiu que será importante tê-lo novamente na luta pelo título na próxima temporada.
Relativamente a Kalle Rovanperä, Juha Kankkunen realçou o esforço do jovem finlandês, mesmo sabendo que o destino do campeonato já não dependia totalmente dele nesta fase. Acrescentou que a equipa sentirá a sua falta, mas mostrou-se confiante no futuro com a chegada e afirmação de jovens rápidos como Sami Pajari e Oliver Solberg, perspetivando mais uma época forte em 2026.










