Após o triunfo claro de João Ferreira na Baja Portalegre 500, o navegador Filipe Palmeiro também celebrou a sua terceira vitória na mítica prova alentejana. Homem da “casa” e profundo conhecedor das pistas de Portalegre, Palmeiro destacou o significado especial deste resultado, alcançado num rali que marcou o início do seu percurso no todo-o-terreno.
Numa prova controlada com mestria, Palmeiro enalteceu o primeiro tempo no Prólogo, que deixou muitos surpreendidos, tal a diferença. Estava dado o mote para o que seria um triunfo “sem espinhas”. Quanto ao ambiente, o navegador voltou a sublinhar que Portalegre mantém uma atmosfera única, muito devido ao entusiasmo e proximidade do público.
“É a minha terceira vitória aqui e é sempre especial. A primeira foi com o Ricardo, e estas duas últimas com o João. Vencer em casa tem um significado diferente, foi esta prova que me influenciou e me levou para este caminho. Por isso, voltar ao topo é muito bom.”
“Houve quem perguntasse se tínhamos atalhado”
Sobre o episódio mais marcante desta edição, lembrou:
“Acho que o que mais marcou foi mesmo o tempo do prólogo. Tivemos ali um setor muito rápido e houve quem perguntasse se tínhamos atalhado. Mas a on-board estava lá, provou que foi tudo limpo. Perdemos uma lateral, não sabemos como, mas foi a única questão que nos aconteceu nesta prova. Fizemos uma prova sempre controlada, com boa gestão, e isso deu frutos.”
Quanto à atmosfera e ao apoio do público, Palmeiro foi claro na emoção:
“O público de Portalegre é único, não há igual. Em qualquer sítio do percurso sente-se o calor das pessoas, é algo fora de série. Mas hoje houve um momento especial para mim: foi a primeira vez que o meu filho, que tem dois anos, veio mesmo ver a prova. Foi marcante e emotivo. Levo isso comigo.”











