Luís Portela Morais terminou a Baja Portalegre 500 com um resultado de grande mérito, assegurando o quarto da geral e o segundo nos SSV (T4) após uma prova marcada por dificuldades e recuperação. Depois de um furo na SS2 que o fez perder cerca de dez minutos, o piloto voltou em força no derradeiro setor seletivo, recuperando tempo e posições, numa demonstração de resistência, ritmo e serenidade competitiva.
Para o piloto, a edição deste ano apresentou um traçado que se ajustou ao seu estilo de condução, especialmente a zona sul, mais fluida e técnica. Portela Morais sublinhou que a prova foi exigente, mas muito prazerosa de disputar.
“Adorei esta edição”
“Foi um bom resultado. Diverti-me, que é sempre o principal. Depois do furo hoje de manhã, queria muito ser o mais rápido da especial da tarde e conseguimos. Ainda recuperámos para segundo, embora tenha pena de não ter conseguido acompanhar o ritmo do Gonçalo [Guerreiro]. Mas o Gonçalo ficou parado, infelizmente, e no final fui mais rápido do que ele em todos os setores. É um bom sinal para mim, até porque cheguei aqui sem treinar e sem os quilómetros que eles têm.”
Sobre o percurso, destacou:
“Adorei esta edição. Foi um Portalegre difícil, mas este traçado é o meu preferido. A zona sul é muito gira, desafiante, com pistas boas e sempre a conduzir. Tivemos azar em não a apanhar com lama, que era para o João [Ferreira] sofrer um bocadinho, mas foi muito bom na mesma.”
Quanto ao futuro, foi realista:
“Não sei ainda o que aí vem. Tenho uma família grande e uma empresa para cuidar — isso vem em primeiro lugar. As corridas vão continuar a fazer parte da minha vida, sem dúvida. Comprei este carro exatamente por isso: permite tê-lo em casa, sem grandes manutenções, pronto para correr quando eu quiser. Esse é o objetivo.”










