Max Verstappen, tricampeão mundial de Fórmula 1, acredita que a Mercedes será uma das principais forças na grelha quando entrarem em vigor os novos regulamentos de motores híbridos em 2026. As declarações do piloto neerlandês foram feitas à Sky Germany TV e marcam já o início do debate sobre quem poderá tirar melhor partido da próxima revolução técnica.
Mudança radical nas regras agita o pelotão
Como se sabe, a temporada de 2025 marcará o fim do atual ciclo de motores turbo-híbridos e do efeito solo, abrindo caminho para uma nova geração de unidades motrizes, agora com uma repartição igual entre potência elétrica e combustão interna.
O objetivo da FIA e da FOM passa também por atrair novos fabricantes; Audi irá juntar-se à disciplina já em 2026, enquanto a Cadillac espera transformar-se numa equipa oficial até 2028, iniciando a sua ligação como cliente Ferrari.
O início de um novo ciclo cria expectativa quanto à hierarquia das equipas. Verstappen, que viu a Red Bull dominar nos últimos anos, antecipa um caminho diferente:
“É difícil dizer,” explicou à Sky Germany TV “mas acredito que a Mercedes estará na frente. Eles estão sempre presentes e são sempre competitivos. São uma companhia de topo. Por isso, creio que estarão à frente, principalmente no que toca ao motor.” Depois do que se viu em 2014, a ideia de Verstappen parece lógica, mas as coisas mudaram muito na F1.
Red Bull enfrenta riscos com o regresso da Ford
Para além da Audi e da Cadillac, Ford regressa à F1 numa parceria com a Red Bull, que irá desenvolver os seus próprios motores pela primeira vez. O desafio é considerável, reconhece o campeão mundial, diante do estado embrionário do programa de propulsores da equipa de Milton Keynes: “O próximo ano não será fácil com o nosso próprio motor, naturalmente,” admitiu Verstappen. “É um novo risco para a Red Bull, mas também aceitaram esse risco ao entrarem na Fórmula 1, e não foi uma má aposta.”
Apesar da cautela quanto ao grau de competitividade da Red Bull, Verstappen mostra confiança na estrutura da equipa: “Estamos certamente a dar tudo. Espero que estejamos perto, mas, obviamente, não tenho certezas.”
2026 promete baralhar as cartas
Com todas as equipas a partir de uma folha em branco, a aposta da Mercedes surge validada pelas palavras de Verstappen e pelo seu historial de sucesso em adaptações técnicas. A Red Bull, por seu lado, enfrenta a pressão de inovar e manter o estatuto de candidata ao título, mesmo em território desconhecido.
As previsões de Verstappen antecipam uma temporada plena de incertezas, com novos protagonistas e potenciais dinastias a emergirem já a partir de 2026, quando a Fórmula 1 entrará efetivamente numa nova era tecnológica.










