O Rali Raid Portugal prometia ser mais um palco para a mestria de Carlos Sainz, ao volante do Ford Raptor T1+. Contudo, o percurso revelou-se um desafio inglório para o experiente piloto espanhol, que, apesar de demonstrar rapidez e resiliência, viu as suas aspirações de vitória desvanecerem-se devido a infortúnios mecânicos e um abandono precoce, culminando numa classificação final distante das suas habituais performances.

Início promissor marcado por contratempos e liderança disputada
Desde as primeiras especiais, Carlos Sainz mostrou o seu ritmo, mas não sem enfrentar os primeiros contratempos, que viriam a ser um presságio do que estava para vir. Logo na SS1, um furo atrasou o piloto, que, ainda assim, conseguiu ser o segundo mais rápido na SS2, a apenas 1m03s de João Ferreira. Na SS3, Sainz classificou-se em terceiro, mantendo-se na luta pela vitória, mesmo após um novo furo.
“Foi mais uma etapa a lutar. O facto de abrir a estrada no segundo dia penalizou-me, mas estou satisfeito e vou continuar a dar o máximo”, referiu o piloto, que na altura ocupava o terceiro lugar na geral, a 5m36s do líder Lucas Moraes (Toyota).
O Abandono inesperado e o fim das esperanças
A esperança de lutar pela vitória foi brutalmente interrompida na SS4, quando o espanhol foi forçado a abandonar a prova ao quilómetro 140, um revés que selou o destino da sua participação. No final, apesar de ter sido terceiro na SS5, Sainz terminou a prova na 37.ª posição da geral, um resultado que reflete a gravidade dos problemas enfrentados.
Questionado sobre a sua prova, Sainz desabafou: “Bem, mais ou menos bem, até ontem, onde perdemos toda a opção, não é? Ao ter o problema com uma pedra escondida que não vimos e que nos rompeu o pneu e perdemos todo o óleo da cremalheira da direção e aí já perdemos todas as hipóteses de um bom resultado.”
O Futuro com o Raptor: olhos postos no Rali de Marrocos
Apesar da desilusão, Carlos Sainz mantém o foco na evolução do seu Ford Raptor T1+, encarando o próximo desafio como uma oportunidade para uma avaliação mais clara do potencial do carro.
Sobre a evolução do Raptor, o piloto é cauteloso: “Eu creio que há que esperar mais um pouco pelo Rali de Marrocos, a ver se a foto será mais clara em Marrocos.” A performance de Carlos Sainz nesta prova, embora marcada por infortúnios, realça a natureza imprevisível do rali-raid, onde a resiliência e a capacidade de adaptação são tão cruciais quanto a velocidade pura. O Rali de Marrocos será, sem dúvida, um teste decisivo para o piloto e para a equipa, na busca pela afinação ideal do Ford Raptor T1+.
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