Henk Lategan e Brett Cummings (Toyota Hilux Evo) conquistaram o segundo lugar na prova, um resultado que os posiciona firmemente na corrida pelo título mundial de rali-raid. Com 131 pontos, Lategan encontra-se a apenas nove de Nasser al Attiyah (140 pontos) e um à frente de Lucas Moraes (130 pontos). Esta apertada classificação coloca três pilotos em apenas 10 pontos antes do Rali de Marrocos, a prova que decidirá o campeonato.
Contudo, a satisfação do pódio veio acompanhada de uma ponta de amargura para Lategan, devido a uma decisão estratégica da equipa no último dia de competição.
A decisão da equipa e o “não foi o melhor final”
Apesar de ter terminado no pódio, Lategan revelou que a equipa optou por não forçar o ritmo na etapa final, uma escolha que o deixou com um sabor agridoce: “Sim, quer dizer, não forçámos no final da etapa. Houve algumas discussões dentro da equipa para não forçar na última etapa, e assim o fizemos. Não esperávamos o que aconteceu, por isso, sim, não foi o melhor final”, afirmou Lategan.
No entanto, o piloto sul-africano realça a importância do resultado: “Qualquer dia em que se pode estar no pódio de um evento do Campeonato do Mundo é um bom dia, por isso estou feliz com isso e feliz por ter conquistado bons pontos aqui.”
Os desafios anteriores: eixos de transmissão e furos cruéis
Lategan sublinhou que os problemas que condicionaram o seu desempenho não surgiram na etapa final, mas sim em dias anteriores, evidenciando a crescente exigência da competição.
“O problema não foi hoje. O problema foi, na verdade, há alguns dias, quando começámos a partir eixos de transmissão e a ter muitos furos. Isso custou-nos alguns minutos”, explicou. O piloto da Toyota também refletiu sobre a evolução do desporto: “Estas corridas, vemos cada vez mais que a competição está a aumentar e os pilotos estão a ficar mais rápidos, os carros estão muito próximos uns dos outros. Por isso, não se pode cometer mais erros. Tem de se ter uma corrida limpa desde o início.”
Compreensão da estratégia e a luta pelo campeonato
Apesar da frustração de não ter podido lutar pela vitória, Lategan compreende a decisão da equipa de garantir que ambos os carros chegassem ao fim, embora admita que nem sempre se tem toda a informação antes de tais escolhas:
“Sim, quer dizer, sim, eu compreendo a decisão que foi discutida, talvez não o que aconteceu, mas é o que é. Quer-se toda a informação antes, mas às vezes não é possível, mas sim, é o que é”, disse o piloto, referindo provavelmente ao facto da decisão da equipa ter sido tomada depois da 4ª etapa, pois se já soubesse antes como seria, talvez tivesse atacado mais.
Com a “sanduíche” da Toyota a envolver a Dacia no topo da classificação, o campeonato está mais aberto do que nunca. “Sim, a 100%. Por isso, sim, agora é tudo ou nada para a última corrida. É uma pena não termos estado em Abu Dhabi. Houve algum drama, a razão pela qual não pude ir. Por isso, se tivéssemos ido lá, a imagem seria completamente diferente agora. Por isso, estar de volta ao Campeonato do Mundo e de volta à luta é, de facto, inacreditável.”










