O WRC continua preocupado com os problemas recorrentes com os novos pneus da Hankook. Especialmente no Rali da Acrópole e da Finlândia, os problemas foram grandes e continuaram no Paraguai, e claro, tiveram muito impacto nas classificações.
Existiram várias reuniões, o facto da Hankook ser novidade este ano, há quem pense que as limitações impostas, incluindo testes reduzidos, produção acelerada e logística complexa, têm dificultado a adaptação e evolução dos pneus e por isso há preocupações com a integridade do campeonato, prosseguindo o debate sobre se a ‘lotaria’ dos furos compromete a justiça do resultado final do campeonato.
Os primeiros incidentes começaram por ser esporádicos, mas as coisas pioraram fortemente, os furos passaram a ser um fator determinante para os resultados das provas, e o recente Rali do Paraguai foi um bom exemplo.
Antes, no Rali da Acrópole, Thierry Neuville (Hyundai) foi afastado da liderança devido a um furo. Na Finlândia, a equipa Hyundai perdeu dois potenciais pódios devido a problemas semelhantes com Adrien Fourmaux e Neuville.
Por tudo isto há quem defenda, cada vez mais, que ser fornecedor único ‘aburguesa’ as marcas, e historicamente, quando têm concorrência, têm de ‘dar ao pedal’ para não perder para a concorrência. Na verdade, também para as marcas de fornecimento único, o ‘filme’ não é agradável, pois quando tudo corre bem “é a obrigação deles”, mas quando corre mal “os pneus são…”
Por outro lado, a inexperiência da Hankook, está também a causar mossa, porque, por exemplo, ‘servir’ os mesmo pneus na Finlândia, e no Paraguai, foi um erro, sendo pisos tão diferentes.
É sempre um risco a vinda de um fornecedor completamente novo para o WRC, mesmo que já tenha estado noutras competições de ralis, é que os desafios colocados pelos Rally1 não têm paralelo nos Rally2.











