A proximidade do Médio Oriente com zonas de conflito levanta dúvidas quanto à segurança das provas da Fórmula 1 e do WEC agendadas para o final de 2025. Apesar de não haver motivo para alarme imediato, a memória do ataque Houthi às instalações da Aramco, em Jidá (2022), ainda paira sobre o paddock. Três anos depois, os receios voltam a crescer com o aumento das tensões entre Irão, Israel e Estados Unidos, após uma sequência de ataques e retaliações militares.
Com jornadas previstas para o Azerbaijão, Qatar, e Bahrein, a F1 prepara-se para uma ronda final marcada por forte presença numa região onde a tensão é evidente. Já o WEC regressa ao Bahrein e encerra o ano na Arábia Saudita. Embora a situação diplomática permaneça volátil, Stefano Domenicali, presidente da F1, reforça a confiança nos organizadores e garante que a disciplina está “muito atenta” à evolução dos acontecimentos.
“A situação é séria, mas não há sinais de alarme. Os promotores estão calmos e nós também. Se for preciso, estaremos prontos”, afirmou Domenicali à Reuters, admitindo que já existem planos de contingência, como circuitos europeus preparados para receber corridas em substituição.
Contudo, a eventual interferência norte-americana pode ser determinante. Equipas com capital dos EUA, como a Haas (F1) ou a Cadillac (WEC), podem ver-se limitadas pelas diretrizes de segurança do Departamento de Estado, que classifica países como o Irão, Bahrein e Qatar em níveis elevados de risco.
No centro das preocupações está o estreito de Ormuz, por onde passa parte significativa do tráfego marítimo global de petróleo e onde ataques com drones e mísseis têm ocorrido. Questões logísticas e de transporte poderão forçar uma reavaliação dos calendários.













