ALMS: Sem acesso a Le Mans, os Hypercarros fazem sentido na competição asiática?
A partir da temporada 2026/27, os Hypercars privados serão elegíveis para competir na Asian Le Mans Series (ALMS) num formato de classe Pro-Am, exigindo pelo menos um piloto com classificação Bronze por equipa. O anúncio foi feito pelo ACO e é visto como uma jogada estratégica para ampliar o acesso ao nível mais alto das corridas de resistência na Ásia.
Esta mudança surge na sequência do interesse dos fabricantes e da crescente procura na região. Marca uma mudança para o ALMS, que atualmente conta com as classes LMP2, LMP3 e GT, sendo os LMP2 o nível mais alto. A nova classe oferecerá uma via para as equipas privadas de Hypercar competirem na Ásia.
Mas o diretor da equipa AO Racing, Gunnar Jeannette, acredita que adicionar uma classe Hypercar à Asian Le Mans Series não faz sentido, a menos que o campeão da classe ganhe um convite automático para as 24 Horas de Le Mans. A ACO anunciou que uma classe Hypercar terá início na temporada 2026-27, mas não confirmou um convite automático para o vencedor, ao contrário do LMP2 e do GT.
Em declarações ao sportscar365.com, Jeannette argumenta que, sem esse incentivo, os altos custos e o esforço necessário tornam a participação injustificável, especialmente porque os pilotos com classificação Bronze (exigida para inscrições na Asian Hypercar) não são elegíveis para competir na classe superior do FIA WEC. Ele também destacou que os Hypercars são mais difíceis e caros de conduzir do que os LMP2, sem oferecer muito mais diversão.
Em vez disso, ele sugere modificar a classe Hypercar privada do WEC para incluir pilotos Bronze e permitir um convite automático para Le Mans vindo do ALMS. Ele propõe um sistema em que os pilotos Bronze precisariam da aprovação da FIA/ACO para competir.
“O que eu acho que faria sentido é que já existe a classe dos Privados no WEC. Abram isso para os pilotos Bronze”, afirmou Jeannette. “Agora teríamos a possibilidade de dar a um piloto Bronze uma entrada automática, e já existe uma classe para eles. Pode até colocar-se a condição de que o Bronze tenha que ser aprovado pela FIA/ACO para obter a ‘licença’ para conduzir o Hypercar. Não é assim tão difícil. Na verdade, tudo se resume à grelha e às inscrições que eles têm, porque, olhando para a previsão dos fabricantes que vão entrar [no WEC]… não há espaço.”
Jeannette disse que PJ Hyett, da AO Racing, que venceu na LMP2 Pro-Am em Le Mans, está interessado no programa asiático de hipercarros, mas apenas se isso levar a uma entrada garantida em Le Mans. Sem isso, Jeannette não vê valor no investimento.
WEC: Philippe Nanchino /MPSA
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