O pior fim de semana do ano, até agora, para Lewis Hamilton. O 12º lugar conquistado, quando o seu colega de equipa ainda lutou pela vitória, é um sinal inequívoco de que o piloto britânico falhou completamente a sua passagem pela Hungria. Nunca tinha terminado abaixo do nono lugar em Hungaroring, mas neste fim de semana, o heptacampeão não teve argumentos para chegar sequer aos pontos.
Mais confrangedor que o resultado, foi a postura do piloto, visivelmente incomodado com a sua prestação. Expressões como “sou inútil” ou “a equipa tem de trocar de piloto” denotam uma frustração indisfarçável e uma falta de respostas para os desafios que enfrenta.
A Ferrari procura soluções para encontrar performance, numa época marcada pela desilusão e pela falta de soluções para chegar à frente. A Ferrari não está a fazer uma temporada péssima, mas olhando à expetativa criada, estão claramente abaixo. A renovação de Fred Vasseur é um sinal claro que a Scuderia procura estabilidade, o que é um bom indicador, mas continuam a faltar argumentos sólidos para a equipa se tornar numa verdadeira candidata ao título. Hamilton foi contratado para trazer experiência, uma nova visão e um novo fôlego, mas a “novidade” já se esfumou e a influência de Hamilton ainda se sente pouco. Talvez por isso a frustração do britânico seja mais evidente.
É preciso ressalvar que apenas passaram sete meses desde o início da caminhada de Hamilton na equipa italiana e, há tanto potencial para desbloquear que a Ferrari pode-se tornar numa candidata em relativamente pouco tempo. Mas é preciso também alguma paciência, alguma clareza e alguma frieza, o que parece não abundar em Maranello.
Nota também para o péssimo fim de semana da Red Bull, em que nem Verstappen conseguiu fazer milagres e a Williams, que sofreu numa pista onde as caraterísticas dos seus monolugares não eram favorecidas.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA










