Olhando para as primeiras voltas, poucos apostariam que Lando Norris iria ser o grande Destaque do GP da Hungria. Mais uma vez, a abordagem do britânico à primeira curva atirou do terceiro para o quinto posto. Logo aí, parecia que a corrida de Norris estava perdida e que Oscar Piastri iria dar um salto na classificação geral. Mas a corrida deu um cenário completamente diferente. As temperaturas mais baixas face ao registado nos treinos permitiram uma degradação menor dos pneus e Norris, sem nada a perder, tinha a hipótese de tentar uma corrida com apenas uma paragem.
Assim fez e o stint com duros terá sido dos melhores do ano para o #4 da McLaren. Conseguiu ser rápido, consistente, mantendo a calma e agarrou a liderança da corrida. A ameaça de Piastri no final não o desestabilizou e manteve a compostura, defendendo o primeiro posto como pôde. Se a corrida tivesse mais uma volta, talvez a história fosse outra, mas Norris conseguiu triunfar contra todas as expetativas.
É a terceira vitória em quatro corridas depois do erro grave no GP do Canadá. Desde então venceu em Silverstone, Áustria e Hungria, encurtando a distância para apenas 9 pontos para Piastri. Com Max Verstappen (terceir classificado) a 97 pontos da liderança, está claro que depois da pausa de verão, a luta Norris Vs Piastri vai ser o centro das atenções. Mas com esta recente série de bons resultados, Norris pode aproveitar para ganhar a confiança que por vezes lhe falta e tornar-se num candidato mais forte e mais consistente. A Hungria, mais do que uma vitória, pode ter sido uma injeção de moral, fundamental para o resto da temporada.
Foto: Philippe Nanchino /MPSA












Como é que pode ser o destaque se mais uma vez falhou na primeira curva? Pasme-se até arrancou bem mas fez uma travagem desastrosa…
A 1a. curva de 980… se funcionar em progressão nas outras todas além da 1a e vencer é porque, neste caso, a 1a.curva não teve importância para o resultado!
Destaque merecido pelo ponto de vista da crença, do esforço, da competência e do desportivismo.
O destaque seriam sempre o Leclerc que liderou 40 voltas com um carro inferior, o Bortoleto com uma corrida fantástica, nunca um dos preferidos do autosport, em que a única coisa que fez foi resistir 4 voltas aos ataques do Piastri, numa pista onde ultrapassar é difícil, basta manter o carro na pista.