Lando Norris saiu da pole, mas perdeu a liderança logo na primeira volta para Oscar Piastri, numa manobra determinada do colega de equipa. Apesar de tentar recuperar com pneus duros e pressionar até ao fim, ficou em segundo. O britânico elogia o resultado coletivo, mas admite que há decisões estratégicas a rever.
Lando, segundo lugar. Condições difíceis. Conta-nos sobre a partida.
“O Oscar fez um bom trabalho. Foi mais comprometido em Eau Rouge, teve o cone de ar e passou. Não há queixas. Fez melhor e isso decidiu tudo. Gostava de ter vencido, mas ele mereceu…”
Começaste da pole, mas acabaste em segundo. Isso resume o teu dia?
“Talvez. Não tive a melhor saída na Curva 1. O Oscar apanhou-me com facilidade. Mesmo com uma boa saída, o cone de ar talvez desse na mesma. Preciso rever o que podia ter feito melhor.”
Tiveste problemas com a bateria no arranque?
“Não sei, preciso de ver com a equipa.”
Decidiste trocar para duros. A troca para duros foi arriscada?
O Will perguntou-me se queria os duros, eu disse que sim. Nem sabia que o Oscar ia com médios. Achei que os duros seriam melhores no fim. Aquecê-los foi mais difícil, mas depois tive vantagem. Só que a paragem não foi boa — fui o segundo a parar e perdi 8 ou 9 segundos. Quase recuperei tudo. Dei o meu melhor. De resto é o famoso “se”, “talvez”, “podia”… O Oscar fez uma corrida quase perfeita. Mesmo que ele tenha cometido erros, eu também cometi. Mas foi uma boa perseguição. Um dois da equipa — há muitos anos que não tínhamos isto aqui. Merecemos.”
Consideraste parar na mesma volta do Oscar e fazer ‘double stack’?
“Não sei, tenho de perguntar à equipa. Podíamos ter parado antes. Só o Lewis parou antes de nós. Se calhar foi um erro não o termos feito.”
Budapeste vem aí, onde tens boas memórias…
“Sim, adoro essa pista. Estreei-me na F1 lá, tive a pole o ano passado. É das minhas favoritas. Hoje fico um pouco desiludido, mas pronto para a próxima.”











