Toto Wolff afirmou que a Mercedes não tem pressa em renovar o contrato de George Russell, salientando que o britânico correspondeu a todas as expectativas e continua a ser “o primeiro da lista” graças ao seu desempenho e à sua longa ligação com a equipa. No entanto, Max Verstappen continua a ser hipótese e estarão conversações a decorrer entre a Mercedes e o piloto da Red Bull.
Embora Russell tenha reconhecido que a Mercedes explorou a possibilidade de contratar Max Verstappen, Wolff insiste que tais discussões são normais, privadas e não diminuem o compromisso da equipa com Russell (ou com o jovem Kimi Antonelli). Apesar do que disso, Wolff não confirmou de forma taxativa que Verstappen está fora de hipótese.
Wolff destaca que a Mercedes, por não ter fornecido um carro vencedor do título nas últimas temporadas, é responsável pela falta de títulos de Russell, e que a transparência interna significa que os pilotos estão cientes de quaisquer conversas exploratórias.
“Estamos a entrar em território que não quero discutir aqui”, disse Wolff. “Mas as pessoas falam, as pessoas exploram, e o mais importante é que, na nossa organização, somos transparentes. Mas isso não muda nem um milímetro a minha opinião sobre o George, as suas capacidades. Acho que somos muito transparentes na equipa em relação ao que fazemos, ao que planeamos, e temos sido assim desde que assumi o comando. Portanto, essa não é a questão. Neste momento, é claro que é preciso explorar o que vai acontecer no futuro, mas isso não muda nada do que eu disse antes sobre o George ou sobre o Kimi, sobre a formação que estou extremamente feliz por ter.”
Ele acrescenta que a parceria entre Russell e Verstappen seria viável — a Mercedes já lidou com formações mais difíceis no passado — e que um certo grau de pressão contratual pode até melhorar o desempenho.
Por fim, Wolff afirma que o momento para novos acordos está claro internamente, que não foi definida uma “data limite” para Verstappen e que a situação não deve ser vista como um atraso: a Mercedes simplesmente mantém todas as opções futuras em aberto, ao mesmo tempo que valoriza os pilotos que já tem.
“Não há atraso na situação contratual de George, porque o nosso calendário sempre foi muito claro”, disse ele. “Conhecemo-nos há muito tempo, por isso não há qualquer atraso. Mas também, como diretor de equipa responsável pela melhor marca de automóveis do mundo, é claro que estamos a explorar o que um tetracampeão mundial vai fazer no futuro, e isso pode ser daqui a muito tempo. Isso não tem nenhum efeito na nossa decisão de assinar o contrato do George. O que estamos a tentar fazer na equipa é ser transparentes. Estes pilotos são pessoas inteligentes e conversam entre si. Sou sempre aberto sobre estas coisas e digo as coisas como elas são, e não estou a dizer: ‘Vamos contratar o Max’, porque isso está tão longe que não é realista nesta fase. Então, com o George, conversamos sobre tudo.”










