Flavio Briatore, agora consultor executivo da Alpine (antiga Renault), continua a negar ter dado instruções a Nelson Piquet Jnr para se despistar deliberadamente durante o Grande Prémio de Singapura de 2008 – um escândalo conhecido como “Crashgate”.
O acidente ajudou o colega de equipa Fernando Alonso a vencer a corrida. Briatore foi banido para toda a vida pela FIA em 2009, pena posteriormente anulada por um tribunal francês, que também anulou o a exclusão de cinco anos de Pat Symonds. Ambos os homens concordaram em não trabalhar na F1 durante três anos como parte de um acordo.
Briatore continua a negar o seu envolvimento, afirmando que raramente comunicava com Piquet. Criticou o então presidente da FIA, Max Mosley, que decretou o seu banimento, e salientou que recebeu apenas uma compensação simbólica do tribunal.
Em 2010, Piquet afirmou que Briatore lhe disse: “Se tiveres um acidente no momento certo, isso pode mudar tudo”. Briatore continua a negar essa afirmação.
“Ele e eu nunca falámos”, disse Briatore ao Corriere della Sera. Questionado sobre se os dois alguma vez se falaram, respondeu: “Não, não estou interessado. Nem sequer falei muito com ele quando ele estava a pilotar para mim. O tribunal francês anulou a proibição imposta pela FIA e atribuiu-me uma indemnização simbólica”, afirmou (15 mil euros).
“Quando saí, estava cansado”, continuou Briatore. “Tinha ganho tudo, tinha lançado novos pilotos. Já não era um negócio que me entusiasmasse. Tinha-se tornado apenas mais um trabalho, e é aí que deixo de ser eficaz. Além disso, o meu filho Falco estava prestes a nascer e eu queria estar perto da minha mulher.”
Briatore deixou a F1 em 2009, mas regressou em 2024, nomeado pelo diretor-executivo da Renault, Luca de Meo. Entretanto, o antigo piloto da Ferrari, Felipe Massa, está a intentar uma ação judicial, alegando que a resposta tardia da FIA ao escândalo lhe custou o campeonato de 2008, ganho por Lewis Hamilton. O processo deverá ser julgado em outubro.










