Oscar Piastri foi o grande vencedor do GP do Bahrein de 2025, numa corrida com duas histórias: a de Piastri, uma noite calma, onde esteve acima de qualquer concorrência e a do resto do pelotão, que nos serviu uma corrida animada, com muitas ultrapassagens e muitas lutas em pista.
Piastri só perdeu a liderança nas trocas de pneus e nem um recomeço após Safety Car (motivado por uma luta entre Carlos Sainz e Yuki Tsunoda) tirou a tranquilidade ao australiano, que carimbou uma vitória “sem espinhas”. Uma corrida gerida de forma irrepreensível e a primeira vitória da McLaren no Bahrein.
George Russell conquistou o segundo lugar. Uma prestação muito bem gerida, uma estratégia ambiciosa e uma defesa espetacular aos ataques finais de Lando Norris. O britânico da Mercedes fez 24 voltas com os pneus macios, teve de lidar com alguns problemas técnicos no carro e segurar o ímpeto de Norris nas voltas finais. A tudo isto respondeu com uma excelente exibição e um segundo lugar. Russell pode ainda perder o pódio por usar o DRS fora das zonas definidas (o sistema do carro #63 teve problemas durante a corrida, um problema que pareceu geral).
OSCAR ON POINT!!! 🫵
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PIASTRI WINS THE BAHRAIN GRAND PRIX 🎉#F1 #BahrainGP pic.twitter.com/yQxyddUfPT
A luta pelo terceiro lugar foi também renhida com Lando Norris e Charles Leclerc como protagonistas. Leclerc passou quase meia corrida a defender-se dos ataques de Lando Norris, mas não conseguiu levar o esforço até ao fim. Norris passou Leclerc e conseguiu um lugar no pódio, apesar de alguns erros durante a corrida, especialmente na largada, onde foi penalizado por estar fora da sua posição na grelha (deixou descair o carro para lá da linha delimitadora).
Charles Leclerc terminou em quarto, com uma estratégia algo confusa da Ferrari, que parecia estar a descartar os pneus duros, que se revelaram uma má opção para esta corrida. A Scuderia acabou por usar os pneus marcados a branco para os stints finais dos pilotos. Lewis Hamilton conseguiu um quinto posto positivo, depois de um sábado aquém do esperado.
Max Verstappen fez a corrida possível e o sexto lugar até é positivo. Verstappen voltou a ter problemas com os travões e perdeu muito tempo com os pneus duros que não deram a aderência desejada. Com os médios, no terceiro stint, acabou por recuperar muitas posições e o sexto lugar não é um mau resultado, para quem andou em décimo, sem ritmo para subir na tabela.
Pierre Gasly foi uma das estrelas do dia, com um brilhante sétimo lugar. Gasly andou sempre nas lutas do top 5, mas a diferença de valia dos carros adversários e as diferenças estratégicas acabaram por ditar a queda até ao sétimo posto, um bom resultado ainda assim. O seu ex-colega de equipa, Esteban Ocon também merece ser destacado, com uma excelente corrida, bem gizada pela Haas, que lhe permitiu terminar em oitavo, mesmo largando de 14º.
Yuki Tsunoda esteve envolvido em lutas mais acesas, especialmente com Carlos Sainz e terminou em nono, enquanto Oliver Bearman fechou o top 10 com uma excelente recuperação. Largou de 20º e terminou nos pontos.

O filme da corrida
Com 33 °C de temperatura do asfalto, 27,3 °C de temperatura do ar, 43% de humidade e 0% de probabilidade de chuva, pilotos e equipas enfrentaram as 57 voltas ao traçado de Sakhir, no Bahrein, já com o sol a dar lugar à noite do deserto barenita.
Oscar Piastri largava da pole, com a companhia de Charles Leclerc. George Russell, depois da penalização, era o terceiro da grelha, à frente do espantoso Pierre Gasly. Kimi Antonelli era o quinto, à frente da desilusão de ontem, Lando Norris, com Max Verstappen e Carlos Sainz logo atrás de si.
Com todas as corridas de 2025 a serem conquistadas pelos homens da pole, Piastri começava com esperança redobrada de ser o primeiro a repetir o primeiro lugar do pódio.
Largada impressionante de Piastri e Norris em apuros
Do top 10 da grelha, apenas os homens da Ferrari, Leclerc e Lewis Hamilton escolheram os pneus médios para o arranque da corrida.
Lights out!!!
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Piastri largou bem e manteve o primeiro lugar, mesmo sob ataque de George Russell, que conseguiu subir ao segundo posto. Lando Norris fez também um excelente arranque e subiu ao terceiro posto, com Leclerc a cair para quarto. Carlos Sainz ganhou duas posições, com Antonelli a perder o mesmo número de lugares, O piloto que mais se destacou na largada foi Oliver Bearman que ganhou cinco lugares.
Lando Norris estava em apuros nas voltas iniciais, com uma investigação ao procedimento de largada (estava fora de posição na grelha) que resultou numa penalização de cinco segundos. Na frente, Piastri afastava-se de Russell e tinha já 1,6 segundos de vantagem para o piloto da Mercedes.
Trocas nas boxes começaram cedo
Na volta 7 tínhamos o primeiro carro nas boxes, com Isack Hadjar a ser o primeiro a trocar os macios pelos médios. Carlos Sainz e Lewis Hamilton davam espetáculo, mas era o homem da Ferrari a levar a melhor, com Yuki Tsunoda a aproveitar. Na volta 10, a ordem era Piastri, Russell, Norris, Leclerc, Gasly, Antonelli, Verstappen, Hamilton, Tsunoda e Sainz.
Dos homens da frente, Russell foi o primeiro a parar, para evitar o undercut de Lando Norris. E na volta 15, Oscar Piastri colocava os pneus médios entregando a liderança à Ferrari, com Leclerc na frente e Hamilton atrás de si.
KIMI. ANTONELLI. 🤯#F1 #BahrainGP https://t.co/Le8lowzLOr pic.twitter.com/4ySAtTg69j
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Mudança na liderança
A Ferrari chamou Leclerc e Hamilton para colocar mais um conjunto de médios, com Verstappen a queixar-se de falta de aderência dos pneus duros. O descontentamento de Verstappen ia crescendo, sendo passado por Kimi Antonelli e Lewis Hamilton, caindo para o décimo lugar,
Na volta 25, Charles Leclerc passou Norris e subiu ao terceiro lugar e Lewis Hamilton passou Antonelli. Verstappen largou os pneus duros com apenas 15 voltas e regressou aos médios, mas a sua paragem foi demorada e comprometia ainda mais a sua noite no Bahrein. A Red Bull tinha problemas no seu sistema que não dava luz verde aos pilotos para sairem das boxes. A segunda paragem de Verstappen também não foi feliz, com o parafuso da roda dianteira direita a ficar preso.
Tsunoda and Sainz coming together as they battled for P6 👀
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The clash deposited debris on the track and has brought out the Safety Car #F1 #BahrainGP pic.twitter.com/gwH0DM96ev
Safety Car em pista
Na volta 32, o Safety Car foi acionado depois de uma luta entre Carlos Sainz e Yuki Tsunoda. Numa troca de argumentos mais acesa entre os pilotos da Williams e da Red Bull, ficaram detritos na pista, que obrigaram a direção de corrida a acionar o Safety Car para remover os pedaços de carbono do asfalto. Isso permitiu que Piastri (trocou para pneus médios), Russell (macios), Leclerc (duros) e Norris (médios) entrassem nas boxes para trocar pneus, sem preder muito tempo.
A ordem da corrida era Piastri, Russell, Leclerc, Norris, Hamilton, Gasly, Ocon, Verstappen, Doohan e Sainz.
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Norris com muita vontade, mas pouco engenho
No recomeço, Piastri não teve problemas em manter o primeiro lugar, apesar do ataque de Russell. Lando Norris tentou passar Leclerc, mas a acabou por ser ultrapassado por Hamilton, uma manobra prontamente devolvida. No entanto, a equipa pediu a Norris para devolver o lugar a Hamilton, pois a manobra poderia ser alvo de investigação (limites de pista). Não foi preciso muito tempo para Norris regressar ao quarto lugar, mas perdeu demasiado tempo nesta batalha.
As lutas eram intensas, de tal forma que na volta 42 Liam Lawson foi penalizado com cinco segundos por ter provocado um incidente (com Nico Hulkenberg). Na frente, e com 15 voltas para o fim, Piastri liderava e tinha 2 segundos de vantagem para Russell, que ia aguentando os pneus macios e Norris ia-se aproximando de Leclerc, que teria de defender o terceiro lugar. Carlos Sainz também foi penalizado (10 segundos) por um toque em Kimi Antonelli. O espanhol acabaria por desistir, devido aos extensos danos no seu Williams.
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It's all over for Carlos Sainz ❌
Damage to his sidepod picked up in his contact with Tsunoda has forced Williams to retire the car #F1 #BahrainGP pic.twitter.com/WhLXszzv2w
Norris vs Leclerc vs Russell
O enredo para as últimas voltas envolvia Norris a atacar Leclerc, com Russell também perto desta luta. Norris tinha hipóteses de chegar ao segundo lugar, mas não podia cometer erros, como cometeu na volta 46 em que falhou a travagem.
Na volta 52, Leclerc cedeu finalmente ao ataque de Norris, que subiu ao terceiro lugar, na mesma altura em que George Russell estava com problemas no seu carro e com uma potencial penalização por ter usado o DRS numa zona não permitida. Charles Leclerc também ficou sem DRS e não podia atacar Norris.
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BATTLE FOR P2 ⚔️
Norris is now all over Russell's rear wing 😮#F1 #BahrainGP pic.twitter.com/WaXbXF126o
O #4 da McLaren tentou tudo para se aproximar de Russell e ainda ensaiou a ultrapassagem, mas Russell defendeu-se com mestria. Na frente, Piastri liderava com mais de 12 segundos de vantagem e cruzava a linha de meta para festejar o segundo triunfo da época, numa corrida imperial. Russell foi segundo, lugar que pode perder por uso indevido de DRS (que está a ser investigado) e Norris completou o top 3.
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