Liam Lawson estreou-se na Fórmula 1 quando Daniel Ricciardo se lesionou durante os treinos para o Grande Prémio dos Países Baixos de 2023. De imediato deixou boa impressão e tudo o que fez a seguir foi suficiente para a equipa o preferir colocar ao lado de Max Verstappen na Red Bull, do que Yuki Tsunoda, que parecia mais bem colocado.
Duas aparições no top 10 e muita coragem em pista, foi o que a Red Bull precisou para o escolher…
Provavelmente, com expectativas bem mais baixas do que Sergio Pérez, vão permitir ao neozelandês não se deixar intimidar pela valia de Verstappen e fazer o seu trabalho sem se preocupar com o neerlandês.
Vai ter algum tempo de ‘paciência’, provavelmente o ano todo, e se for melhorando aos poucos, ganha o lugar…
Liam Lawson surgiu no cenário mundial quando menos se esperava, mas com a intensidade de quem nasceu para brilhar. Vencedor em praticamente todas as categorias júnior do automobilismo e protagonista nos campeonatos altamente competitivos de F3 e F2, Lawson aguardava pacientemente a sua chance como piloto reserva da Red Bull.
O destino, porém, tem caminhos curiosos – foi com a fratura na mão de Daniel Ricciardo durante os treinos do GP dos Países Baixos de 2023 que a porta para seus sonhos se abriu repentinamente.
Inspirado desde criança pelo personagem Relâmpago McQueen do filme “Carros” da Disney, Lawson estava pronto para mostrar o seu próprio relâmpago na pista.
Após um batismo de fogo sob a chuva implacável de Zandvoort, foi em Singapura, no meio da humidade sufocante, que o paddock inteiro virou a cabeça para observá-lo. A vida, no entanto, tem o seu próprio ritmo. Mesmo após a sua boa performance sob as luzes de Marina Bay, a Red Bull informou a Lawson que não haveria espaço para ele em 2024. A equipa RB, rebatizada, optaria pela combinação de experiência e juventude com Ricciardo e Yuki Tsunoda.
Mas Lawson já havia enfrentado deceções antes.
Demonstrou o seu talento aos chefes da Red Bull no momento mais crucial e precisava apenas aguardar a próxima oportunidade. E ela veio, ironicamente, em Singapura novamente – o mesmo palco do seu brilho anterior.
Ricciardo estava fora, e Lawson de volta, enquanto a Red Bull tentava compreender o “panorama maior” para suas formações de pilotos para 2025 e além.
Esta foi a oportunidade dourada para Lawson não apenas se firmar nas cores da RB, mas também bater à porta de uma promoção para a Red Bull – exatamente o que aconteceu quando foi anunciado como substituto de Sergio Pérez e novo companheiro de equipa de Max Verstappen para 2025.
A sua carreira na F1 tem sido um turbilhão de emoções e reviravoltas. E somente o tempo dirá onde esta aventura levará Liam Lawson a seguir. Agora, o neozelandês tem que aprender a transformar as oportunidades em talento.










