Para quem é de opinião que a Ford devia apoiar mais o WRC, alegando que a M-Sport continua sem o mesmo tipo de suporte que têm a Toyota e a Hyundai, talvez fizesse bem em ponderar o porquê de nos últimos tempos termos visto a Ford a comprometer-se com a Fórmula 1 (motores) os Rally-Raids, mais recentemente o endurance (WEC), isto para não falar da NASCAR, SuperCars australianos, e outros…
Na verdade, feitas bem as contas, só mesmo a Toyota, a nível global está envolvida em mais competições.
Não é novidade para ninguém que o Mundial de Ralis se deixou atrasar muito, e apesar de ainda ser a segunda competição mais importante da FIA, pode perfeitamente a breve trecho perder esse lugar intermédio do pódio, logo a seguir à Fórmula 1 para o WRC, Mundial de Endurance, de quem recentemente ouvimos o presidente do Automóvel Clube de l’Ouest, Pierre Fillon a dizer que em 2027 a ‘sua’ competição, leia-se, as 24 Horas de Le Mans devem ter entre 20 a 25 Hypercars. Está a ver como seria o WRC com 20 a 25 Rally1? Talvez com as novas medidas se chegue a esse número, mas para já é ver para crer.
A FIA já confessou, através do seu presidente, Mohammed Bin Sulayem (até pediu desculpa) que se desleixaram com o WRC, mas que agora estão a trabalhar a fundo na competição.
Vamos esperar que as medidas sejam acertadas, não faz sentido estar aqui a fazer futurologia, ao dizer que são, ou não são, boas, pois mais uma vez, é ver para crer.
Uma das coisas que a FIA revelou recentemente é uma medida que apoiamos a 100%: o promotor do WRC não pode ter rédea livre, mas sim, mão firme da FIA, quanto ao que faz e não faz. Especialmente quanto ao que não fez.
Claro que os problemas do WRC não se teriam resolvido só com (melhor) ação do Promotor, mas ajudava muito.
Claro que a Rally.TV foi uma boa medida, mas é para consumo interno. Ou alguém acha que um produto pago é consumido pelo espetador ‘eventual’ do Mundial de Ralis? Conhecem algum subscritor da RallyTV que não seja um fã hardcore? Eu não.
Voltando à Ford, se o WRC estivesse a valer a pena, a Ford faria o mesmo que está a fazer com a F1, WEC e Dakar, investia. Malcolm Wilson e a M-Sport já provaram que, com os apoios certos a sua equipa é tão capaz quanto a Hyundai ou Toyota, basta ver o que sucedeu em 2017 e 2018, mas é verdade que para os adeptos do WRC é uma pena ver a Ford comprometer-se tanto com a F1, WEC e Dakar, e deixar o WRC a marcar passo.
Portanto, imaginamos que as regras de 2027 da FIA para o WRC são fulcrais para o futuro da modalidade, mas, mais uma vez, não temos a certeza que vão resultar. Ver a FIA a confirmar que os motores de combustão se manterão até 2028 é uma medida cautelar, para não se perder o foco no controlo de custos.
Facilitar a participação a novos ‘players’ é fundamental, esperar para ver como evolui a indústria automóvel em termos de motorizações é inteligente, bater forte da tecla da redução drástica de custos, imperativa, mas as dúvidas são muito mais do que as certezas.
Para concluir, já é muito bom que o WRC esteja a ser olhado com muita atenção por parte da FIA. Com tanta gente inteligente a olhar para as coisas, o mais provável é serem tomadas as melhores decisões.
Se forem, o WRC rapidamente se reergue, porque é uma disciplina tão espetacular e tão fortemente enraizada no coração dos adeptos, que eles próprios, mesmo a envelhecer, vão passando o testemunho.
Mas há uma coisa muito importante que é preciso ter em atenção. Claramente há muita coisa a suceder na ordem automóvel mundial, nos últimos dois anos ouvimos falar como nunca de marcas como a Tesla, BYD, Geely, a KIA e Hyundai cresceram imenso na última década, mas continuam a ser a Toyota, Volkswagen, Honda, Ford, Hyundai já se juntou há muito, a dominar e por isso precisam de cada vez mais olhar para as preferências da geração mais jovem de compradores, que aparenta ser muito menos ligada ao fenómeno automóvel, mas, como bem sabemos, vão continuar a precisar dele à medida que crescem.
Por isso, não são só as marcas a ter que saber posicionarem-se bem, mas também as competições serem inteligentes na forma como ganham quota. O mais importante de tudo para o WRC, atualmente, é que o problema está identificado e há muita gente inteligente a pensar no que fazer. Vamos ver no que dá…













O rally TV é muito caro e a vantagem, das onboards não existe ao vivo, tenho de ver em diferido para tirar partido de ter a Rally TV na TV e 2 onboards no meu PC e no meu Laptop, isto tudo bem sincronizado. Acho insuportáveis as escolhas dos realizadores, por isso prefiro ver a etapa completa dos melhores pilotos.
Sinceramente, deixam o wrc para trás por burrice e porque muitas marcas estão ou vão para o wec. Com menos investimento conseguiam melhores resultados no wrc. Mas são escolhas e “eles” é que são os ” doutores”. Ou o wec se torna em corridas ” artificiais”, manipuladas pelo BOP, ou muitas marcas vão perceber que estão lá só a fazer número e a participar. Todos querem vencer, mas no fim apenas um vence e se fôr sempre, Ferrari, Porsche e Toyota, os outros vão acabar por sair. E convenhamos o wec, vive sobretudo das 24 H de Le Mans. No… Ler mais »
Comentário sem qualquer sentido… Para começar, A Alpine tem 10 X mais retorno em andar a meio da tabela da F1 ou do Wec do que andar a vencer o WRC. Hoje em dia, apenas que gosta de rally e muito mesmo é que segue a competição. A Toyota venceu o WRC e achas que as vendas do Yaris aumentaram por causa disso? Marcas como a Citroen, VW e Ford ganharam a pouco tempo e foram embora, porque não existe retorno. Para uma marca como a Alpine, ganha mais reconhecimento em andar no meio de Ferrari, Porsche, Aston martin e… Ler mais »
Eu sei que a minha opinião vale o que vale. Não me parece que seja assim tão sem sentido, mas respeito a(s) sua(s), mesmo que não concorde na totalidade ou em parte. Não vou depreciar a sua só porque não concordo com ela. Vou argumentar. Quanto vende a Porsche ou Ferrari? Quanto vende a Alpine? Não estou a ver alguém comprar um Alpine por andar nos mesmos campeonatos que os verdadeiramente “premium”. Não fosse o grupo a que pertence e o dinheiro do mesmo e a Alpine nem lá estava ou estava como as motos laranja da Aústria. A VW… Ler mais »
Não é querer depreciar, apenas a marca referida não faz sentido no cenário atual, tanto comercial automóvel, como do WRC, se tivesse usado outra marca, poderia concordar a depender… A Alpine em questão está a ser posicionada pela Renault como uma marca de topo, para concorrer com a Porsche a médio/longo prazo, tanto que o a110 está posicionado na gama do Cayman, o o a290 é 100% elétrico, posicionado como pequeno desportivo também e segundo consta e intenção é lançar carro com cada vez mais potencia, um exemplo foi o concept Alpenglow Hy6 apresentado no ano passado em Le Mans.… Ler mais »
Eu compreendo, sem stress, na boa, percebo o que diz. Temos argumentos válidos dos dois lados e tb as outras opiniões que estão aqui. Eu sou adepto de Motorsport em geral e ralis em especial, por isso talvez estivesse a puxar a brasa á minha sardinha. Por mim até a BMW andava no wrc com um M2 M performance. Mas compreendo a questão do status e aí desleixo a que deixaram o Wrc. Por mim andavam todos em todo lado, assim houvesse budget, eu sei que é irreal. E tínhamos todos acesso gratuito ou mais barato ás transmissões etc… Não… Ler mais »
Somos dois… Por mim andavam Alpine A110, Toyota GR86, M2, WRX, etc, etc… O problema é que o WRC já não é o que era nos anos 90, as estradas já não são o que eram (felizmente) e as pessoas já mudaram muito a mentalidade do que é um desportivo. Mas uma coisa tenho certeza, um wrc com esses carros que mencionamos, é muito mais atrativo do que é atualmente. Pode não trazer grande retorno em termos de vendas diretas, mas certamente é uma maior vitrine para patrocinadores e promotores do que os atuais Yaris e i20…
O comentário não me parece assim tão sem sentido. Na F1 acredito que seja mais compensatório, até porque segundo se diz, com o interesse que existe atualmente à volta da disciplina, as esquipas são fontes de receita. Agora no WEC e Dakar não vejo como competições que têm 1 prova por ano com visibilidade no público generalista podem ser interessantes em termos de marketing, ainda por cima com carros a custar para cima de 1 milhão de euros, no caso dos T1 do dakar e no WEC deve ser daí para cima na classe principal e não é um problema… Ler mais »
Esquece-se que o wec é um campeonato que continua a crescer exponencialmente, quer em termos de audiências na TV, quer em termos de números nas redes sociais. Ao wec, a única coisa que falta, é uma boa promoção, já que a wec TV é estupidamente cara, funciona mal e nem treinos livres se tem direito a ver (sem ser o 3 e é transmitido no YouTube também). Assim sendo, o retorno no wec, é cada vez maior, quer seja em Le mans, quer seja noutra corrida, sobretudo, quando Ferrari, Porsche e Aston martin marcam presença. Mesma coisa se pode dizer… Ler mais »