O sistema de pontos do WRC deve mudar em 2025, depois das muitas críticas que tem tido este ano.
A maior de todas, a estranha possibilidade do vencedor do rali poder pontuar menos que alguns classificados mais atrás.
As mudanças foram levadas a cabo porque os domingos eram ‘sonolentos’ até à Power Stage, pois todos poupavam pneus para tentar ir buscar pontos, mas o que se fez, resolvendo-se a questão do domingo, levou a que haver pilotos com mais pontos do que o vencedor.
Já foram apresentadas novas propostas ao Conselho Mundial do Desporto Automóvel da FIA, e o que parece estar em cima da mesa é uma solução ‘híbrida’. Volta-se ao sistema tradicional de 25-18-15-12-10-8-6-4-2-1, mantém-se o Super domingo atual, mas muda-se o número de pontos deste para cinco, menos dois que em 2024, e menos pilotos a chegarem aos pontos, ficando igual à Power Stage, 5-4-3-2-1. Dessa forma, o vencedor do rali teria sempre 25 pontos, mais os que somasse no domingo, Power Stage incluída.
Mas (infelizmente há sempre um ‘mas’) este sistema não acaba com a possibilidade de um piloto ter menos pontos que ou segundo ou terceiro classificado, por exemplo. Basta que o líder não queira arriscar no domingo e pode ser ultrapassado, por exemplo, pelo segundo classificado, se este vencer o domingo e a Power Stage, soma 18+5+5= 28 pontos. Mais três que o vencedor do rali.
Novo erro. Não faz sentido. Se é para mudar, impeça-se que o vencedor possa ter menos pontos do que qualquer outro. Nem que seja um ponto.
E isso é pode parecer fácil de conseguir, mas não é. Basta somar 10 pontos ao segundo classificado para perceber que 18+5+5=28. Até aqui tudo bem, mas a diferença no rali ficaria de 30 para 18 em vez de 25 – 18. É demais. E se um piloto vence o rali e o domingo e a Power Stage? 30+10=40. O segundo classificado, no máximo, teria 18+4+4=26. 14 pontos de diferença num rali?
Se o Kalle Rovanpera ‘voltar bem disposto’, resolve o campeonato no Rali de Portugal e depois vai de férias…
Estes exemplos servem só para fazer perceber as pessoas que tomar estas decisões, não é fácil, porque fácil mesmo é estarmos do lado de cá do ecrã a criticar o que possa ter ficado mal…










